Dr. Rafael Onuki Sato

Como é o pós-operatório da cirurgia de câncer de ovário

Como é o pós-operatório da cirurgia de câncer de ovário

Depois de qualquer intervenção cirúrgica, alguns procedimentos são fundamentais, pois eles garantem a reabilitação total do paciente. E, no que tange ao pós-operatório da cirurgia de câncer de ovário, isso não é diferente. Vale lembrar que esse tipo de operação, a depender da gravidade, pode ocorrer antes ou depois da manifestação da doença.

A atriz hollywoodiana Angelina Jolie, por exemplo, realizou a chamada ooforectomia profilática, que é o procedimento preventivo de remoção dos ovários, em 2015. Na época, o caso foi muito noticiado e comentado por diversos especialistas, pois alguns julgaram o procedimento agressivo demais.

Além disso, houve também a discussão sobre a eficácia da metodologia, que não garantia 100% de imunidade, mas apenas reduzia a probabilidade de manifestação da patologia.

Benefício da cirurgia de câncer de ovário

De todo modo, ressalto que esse método ajuda a salvar vidas, uma que ele consegue reduzir em até 96% o risco de surgimento do tumor. Então, se você está se preparando ou conhece alguém que vai passar pela cirurgia de câncer de ovário, neste artigo, apresento alguns cuidados imprescindíveis de pós-operatório, vamos lá?

Efeitos colaterais

A fim de evitar o câncer de ovário, a atriz Angelina Jolie se submeteu a um tratamento de prevenção, certo? Se por um lado ela conseguiu diminuir a probabilidade de desenvolvimento do tumor, por outro ela, possivelmente, foi obrigada a conviver com algumas consequências depois da operação.

A menopausa forçada, por exemplo, é fruto desse tratamento. Com isso, a mulher acaba passando por desequilíbrios hormonais, cujas reações podem resultar numa concentração maior de gordura no abdômen.

Outros fatos são a redução da libido e a secura vaginal. Logo, é fundamental que a paciente receba auxílio médico para saber se será ou não necessária a reposição hormonal. Além disso, existe também a possibilidade de a paciente desenvolver problemas cardíacos e osteoporose.

Relações sexuais

Muita gente tem dúvidas sobre a retomada do sexo depois da cirurgia de câncer de ovário. Primeiramente, é importante que a paciente cumpra um repouso rigoroso, estabelecido pelo médico. Afinal de contas, a prática sexual é uma atividade vigorosa, portanto, o condicionamento a ela deve ser avaliado com a atenção.

Esforços físicos

As atividades normais, como trabalhar e dirigir, levam cerca de 6 semanas para serem retomadas. No entanto, se o trabalho exigir movimentos rápidos e bruscos, a paciente pode ter o prazo de repouso estendido para 3 meses.

Transtornos psicológicos

Infelizmente, algumas mulheres enfrentam problemas emocionais após a intervenção cirúrgica, porque a retirada de 1 ou 2 ovários, como se pode perceber, altera significativamente o corpo delas. Nesse caso, vale o acompanhamento psicológico.

Dietas e exercícios

O pós-operatório exige alimentação regrada, porque o corpo da mulher passa por transformações hormonais que podem resultar em ganho de peso. Então, buscar a ajuda de um especialista é imprescindível para administrar a ingestão de medicamentos e a alimentação.

Além disso, caso o médico libere, também é importante combinar essas práticas com atividades físicas, porque, no final das contas, isso auxilia o emocional.

O pós-operatório da cirurgia de câncer de ovário, assim como outras operações, implica cuidados especiais. Pois, após o trauma sofrido durante o procedimento, a paciente precisa recuperar a saúde. Dessa forma, ao menor sinal de infecções, dores fortes, corrimento vaginal, inchaço, dores do peito, ela deve entrar em contato com o médico.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

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Cirurgia de câncer de ovário: como é o procedimento?

Cirurgia de câncer de ovário: como é o procedimento?

A cirurgia de câncer de ovário, a depender da evolução da neoplasia, é imprescindível no tratamento da doença, porque também ajuda a reduzir o volume do tumor, principalmente nos episódios de retorno da neoplasia.

Nesse sentido, o procedimento cirúrgico é realizado de acordo com o quadro de cada paciente, uma vez que, no estágio inicial em alguns casos, é possível tratar sem remover o útero e os ovários.

Então, por que a Angelina Jolie retirou as trompas de falópio e os ovários, antes mesmo de desenvolver a doença?

Ao The New York Times, a estrela de Hollywood disse ter sido uma medida preventiva, já que possui uma mutação no gene BRCA1, que, consequentemente, aumenta o risco de surgimento da enfermidade.

Com o propósito de esclarecer alguns pontos fundamentais a esse respeito, preparei este artigo sobre a cirurgia de câncer de ovário, vamos lá?

Como saber se você faz parte do grupo de risco?

Posso dizer que esse é um dos tipos de câncer difíceis de ser diagnosticados e, por conseguinte, um dos mais letais, visto que os sintomas normalmente aparecem nos estágios finais.

Apesar disso, a consulta regular com o ginecologista e a atenção a determinadas características ajudam a se detectar o problema antes de ele se manifestar. Então, só para exemplificar, você também precisa observar outros indícios:

  • idade: maior incidência em mulheres após 40 anos, sobretudo depois da menopausa;
  • obesidade: índice de massa corporal superior a 30;
  • genética: mutações nos genes BRCA1 e BRCA2;
  • fatores reprodutivos e hormonais: mulheres que não tiveram filhos, infertilidade e menopausa tardia;
  • histórico familiar: cânceres no colorretal, no ovário e na mama.

A remoção prévia dos ovários evita o câncer?

Anteriormente, apresentei o exemplo da Angelina Jolie e, com base nos esclarecimentos dela, mostrei o porquê de ela ter optado pela cirurgia de remoção dos ovários e das trompas de falópio.

Assim como a atriz de Hollywood, outras mulheres também lançam mão do mesmo recurso, pois, em função do risco e da gravidade, essa alternativa acaba sendo a mais apropriada.

Apesar disso, devo dizer que a medida profilática, denominada de ooforectomia, não oferece 100% de garantia.

Em outras palavras, ela não nos dá a certeza de que o paciente está imune à manifestação da doença posteriormente. Afinal, a evolução do tumor, inegavelmente, está condicionada a outros fatores, como a genética, por exemplo.

Quais são os tipos de cirurgia e os procedimentos?

Antes de mais nada, devo dizer que o cirurgião pode, por exemplo, optar pelo estadiamento (ocorre na fase inicial, quando não houve tratamento ainda), pela redução do volume ou pela remoção do tumor, dada a gravidade da situação. Assim sendo, conheça alguns procedimentos.

Retirada de um dos ovários

Na fase inicial, são removidos a trompa de falópio e o ovário afetado. Contudo, depois disso, a mulher ainda pode ter filhos.

Remoção geral dos ovários

A técnica é recomendada quando os 2 ovários são atingidos. No caso, a trompa de falópio também é retirada, mas o útero é mantido, permitindo à mulher engravidar por meio de inseminação artificial.

Extração do útero e dos ovários

Nesse tipo de operação, são removidos o útero, os ovários e os gânglios linfáticos. Logo, a capacidade de reprodução fica comprometida, impossibilitando a gravidez.

Supressão de órgãos comprometidos

No estágio avançado, quando a doença já se espalhou pelo corpo, o cirurgião remove os órgãos atingidos ou parte deles (baço, fígado, intestino).

Quando a cirurgia de câncer de ovário é necessária?

Certamente, a gravidade do tumor determinará se a cirurgia de câncer de ovário é ou não necessária, e, de certo modo, o cirurgião apresentará a melhor alternativa ao paciente. Portanto, o diagnóstico é o 1º passo a ser dado, uma vez que ele ajudará na descoberta do estágio da neoplasia.

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Câncer é hereditário?

Câncer é hereditário?

A herança genética preocupa muita gente, principalmente quando se trata de tumores, porque, geralmente, essa condição favorece o desenvolvimento de determinadas patologias. Mas, apesar disso, podemos dizer que o câncer é hereditário?

Antes de responder o questionamento deste artigo, ressalto que existe, sim, a chance de determinados indivíduos desenvolverem tipos de cânceres que tenham relação com o DNA herdado. Quer ver um exemplo?

Em geral, as mulheres que herdam genes modificados, como BRAC1, BRAC2, têm 80% de chance de desenvolverem cânceres de ovários e mama. Da mesma forma, o retinoblastoma, câncer na retina, pode evoluir nas pessoas que apresentam modificação no gene RB1. 

Por outro lado, quando a condição cancerígena está presente no pulmão, que é o tipo que mais mata no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é o principal fator de risco.

Ou seja, o ato de fumar aumenta em 40 vezes a possibilidade de alguém desenvolver o tumor, porque, das 5 mil substâncias químicas presentes na fumaça, 50 são cancerígenas.

Quer saber se a hereditariedade é um fator determinante no aparecimento de neoplasias? Então, continue a leitura!

Afinal, câncer é hereditário?

Em geral, todos nós recebemos cópias dos genes do pai e da mãe, correto? E, na maioria das vezes, essas transcrições genéticas são normais. Porém, algumas pessoas recebem esses materiais com alterações, seja do lado materno ou seja do lado paterno.

E, normalmente, as pessoas com mutações hereditárias apresentam 50% de chance de transmitir a doença aos filhos, porque essas modificações potencializam a ameaça de câncer, mas isso não amplia a chance de elas desenvolverem cada tipo de tumor. Além disso, nem todo mundo que nasce nessa condição desenvolve cancro.

Então, de modo geral, o câncer não é hereditário. No entanto, se há casos recorrentes ou manifestações precoces na família, é importante, sim, dar uma atenção especial à prevenção.

Quais tipos de câncer são considerados hereditários?

Como adiantei, o de mama e o de ovários são resultado da herança autossômica dominante, cuja relação está associada à influência de alterações germinativas nos genes.

Nesse caso, as mulheres que possuem histórico familiar precisam realizar o teste genético, a fim de que o especialista possa indicar o tratamento mais apropriado no caso de haver manifestação da doença.

Inclusive, a depender da gravidade, algumas são orientadas a passar por cirurgias preventivas, no intuito de diminuir a probabilidade de manifestação do tumor. Há outros, ainda, que podem ser causados devido a alterações nos genes, veja alguns:

  • gástrico;
  • próstata;
  • rim;
  • tireoide;
  • intestino;
  • retina;
  • pâncreas;
  • colorretal.

Que fatores aumentam a chance de se desenvolver a doença?

É importante ressaltar que, além da condição genética, alguns indicadores externos também precisam ser levados em consideração. Dentre eles, está a obesidade, quando se pensa em possibilidades de o indivíduo desenvolver neoplasias.

Se você não sabe, mais de 10 tipos de cancro estão associados ao excesso de peso. Portanto, é fundamental observar com atenção a tabela de Índice de Massa Corporal (IMC), principalmente quando o IMC é igual ou superior a 30.

Outros motivos, comumente ligados à manifestação de tumores, têm relação com a exposição contínua à radiação e ao tabagismo — somente no Brasil, o índice de mortalidade no caso de a enfermidade ocorrer no pulmão chega a 82%.

Nesse sentido, também é imprescindível lembrar que alguns medicamentos, algumas infecções e a falta de uma alimentação saudável também aumentam o risco de desenvolvimento da doença.

Então, o câncer é hereditário? Agora, você consegue ter uma noção sobre o peso da hereditariedade na manifestação das neoplasias. Contudo, o entendimento sobre a transmissão da patologia é mais complexo e implica avaliação médica e exames.

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6 sinais de câncer do colo do útero

6 sinais de câncer do colo do útero

Você sabia que o câncer de colo do útero foi o responsável pela morte de 530 mil mulheres no mundo? Sabe dizer por que essa neoplasia está dentre as que mais atingem as mulheres da América Latina?

Bem recentemente, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) fez a triste constatação de que as mulheres latinas, juntamente com as do Caribe, estão em perigo.

Incidência do câncer do colo do útero

Infelizmente, todo ano são registrados cerca de 56 mil novos casos, e aproximadamente 28 mil mulheres perdem a vida. Se incluirmos Canadá e EUA, o número de diagnósticos sobre para 72 mil e o de óbitos chega a 34 mil.

No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima o surgimento de 16.370 novos casos e mais de 6 mil mortes em função desse tipo de tumor. Para que você tenha uma ideia da projeção estatística da doença nas regiões brasileiras, infelizmente, as mulheres do Norte do país são as mais afetadas — seguidas pelas das regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Apesar de, neste artigo, eu reportar as mazelas do câncer do colo do útero, também trago boas notícias: sim, é possível prevenir a doença! Então, se você quer ficar por dentro dos sinais dessa enfermidade para se proteger, leia este artigo até o final!

1. Corrimento vaginal anormal

Se você perceber alterações como coloração marrom e mau cheiro, consulte o seu ginecologista, porque ele poderá, por meio de exames, averiguar o quadro. Afinal de contas, não dá para bater o martelo nem para sim nem para não, antes de investigar os motivos.

2. Sangramento vaginal sem motivo

Outro ponto de atenção são os sangramentos entre as menstruações e também durante as relações sexuais. Caso você perceba essa modificação, não hesite em consultar o ginecologista, porque, quanto mais cedo essa alteração for identificada, melhor será para a sua saúde.

3. Perda de peso

Devo dizer que esse é um processo de autoconhecimento, pois não há ninguém mais capacitado que a própria pessoa para perceber certas mudanças, ainda que sutis. Portanto, se o seu peso é 65 kg e, no espaço de um mês, ele cai 5 kg, 8 kg, 10 kg, 17 kg, sem exercício ou dieta, então, algo precisa ser verificado.

4. Sensação de pressão

Não se engane, pois o corpo fala. É claro que não devemos confundir qualquer sintoma com os sinais do câncer de colo do útero. Contudo, determinadas sensações, quando são persistentes, devem ser investigadas.

Por exemplo, a percepção de pontadas ou compressão no interior da barriga, dependendo da região, tende a indicar problemas no útero. Principalmente se, aliado a isso, também estiverem os sintomas citados anteriormente e os que virão em seguida.

5. Dor abdominal

Durante o contato íntimo ou quando você vai ao banheiro, a dor pélvica é persistente? Então, marque uma consulta com o clínico geral para avaliar essa insistência, porque as pequenas manifestações podem esconder grandes problemas.

6. Vontade de urinar com frequência

Uma mulher quando está grávida, normalmente, sente vontade de ir ao banheiro com mais frequência, correto? Mas, se essa não é a sua condição, fique ligada, porque pode ser sintomas de cistite, diabetes, ansiedade, depressão e até do câncer em questão neste artigo. Nesse caso, somente uma análise aprofundada poderá determinar a causa.

Viu como é possível se proteger do câncer do colo do útero somente observando, com atenção, algumas ocorrências? Nesse sentido, convido você para compartilhar essa informação com outras mulheres, pois, juntos, podemos mudar essas estatísticas.

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6 dicas para prevenir o surgimento de câncer

6 dicas para prevenir o surgimento de câncer

O câncer pode ser evitado? Quais são as chances de você reduzir a probabilidade de manifestação da doença? Alguém da sua família ou você já teve ou tem algum tumor? Nossa, quantas perguntas!

Quando faço esses questionamentos, o meu objetivo é entender o quanto você sabe sobre esse universo, que infelizmente faz parte da vida de muita gente.

Informação como ferramenta de prevenção ao câncer

Afinal de contas, nós, na condição de profissionais da saúde, não podemos determinar métodos de imunidade total, mas podemos ajudar você a ter uma saúde melhor. Ou seja, não nos cabe dizer faça isso ou aquilo e nunca terá câncer, pois há outros indicadores envolvidos nessa compreensão.

Apesar disso, temos a importante missão de fornecer informações relevantes de prevenção. Então, neste artigo, listei algumas condições que ajudarão você a diminuir o risco. Quer ver quais são elas? Continue a leitura!

1. Pratique exercícios físicos

O nosso corpo não foi constituído para ficar parado. Por isso, não é de espantar que haja relação entre sedentarismo e diversas doenças.

Quando o seu corpo não está em movimento, a chance do surgimento de determinadas patologias, como depressão, obesidade, pressão alta, cardiopatias, diabetes, osteoporose e trombose são iminentes. Por sinal, muitas dessas condições estão associadas à formação de tumores.

Para que você tenha uma ideia, as mortes relacionadas ao sedentarismo em 2017 passaram de 1 milhão, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Portanto, os benefícios das atividades físicas são incontestáveis quando falamos de bem-estar.

2. Evite comidas industrializadas

Já ouviu essa expressão: se você não consegue ler o que está escrito no rótulo, então não é bom para a saúde? Pois é!

De fato, as transformações na sociedade, desde a Revolução Industrial, são incontestáveis, principalmente depois do advento da internet. Hoje, a maioria das pessoas, em função da vida corrida, come fora de casa e, muitas vezes, consome comidas industrializadas.

No entanto, a alta concentração de sódio, açúcar e substâncias químicas tornam esses alimentos nocivos. Portanto, consumir essas iguarias com frequência é colocar a vida em risco.

3. Adote alimentação saudável

Por outro lado, as vantagens de ingerir produtos naturais são muitas, porque, com o consumo de frutas, legumes, verduras, grãos, conseguimos obter as vitaminas de que o organismo precisa.

Por exemplo, alguns cânceres são evitados quando você consome mais fibras, gorduras boas, frutos do mar. Enfim, quanto mais nutritivos forem os alimentos, melhor. Dessa forma, procure descascar mais e desembalar menos, combinado?

4. Fique longe do cigarro

O câncer de pulmão é um dos que mais matam no Brasil e no mundo, principalmente porque a fumaça contém cerca de 50 substâncias cancerígenas. E, normalmente, a formação do tumor tem relação direta com o ato de fumar. Nesse caso, faça o possível para evitar esse hábito.

5. Faça sexo seguro

As doenças sexualmente transmissíveis (DST) comumente estão associadas aos cânceres de pênis, de colo do útero e de garganta. É fato que o sexo não seguro pode desencadear uma série de problemas. Dessa forma, cuide da sua intimidade e, consequentemente, isso aumentará a sua expectativa de vida.

6. Faça exames periódicos

Fazer check-up pelo menos 1 vez no ano também é uma forma de evitar o surgimento de tumores, porque, com os exames em dia e o olhar atento do médico, os riscos diminuem. Afinal de contas, o seguro morre de velho.

Viu como algumas pequenas atitudes contribuem com a manutenção do seu bem-estar e protegem você do câncer? Então comece a praticá-las hoje mesmo e compartilhe essas boas-novas com o máximo de pessoas, porque, assim, também estará ajudando-as a blindarem mais a saúde.

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Cirurgia para câncer de cólon: saiba como é realizada

Cirurgia para câncer de cólon: saiba como é realizada

O câncer de cólon, que também é conhecido como câncer colorretal e câncer de intestino, está entre os que mais matam brasileiros — perde apenas para o de próstata, segundo a Agência Nacional para Pesquisa do Câncer. Um tratamento importante para a doença é a cirurgia para o câncer de cólon.

Para que você tenha noção da gravidade, mais de 36 mil novos casos surgirão até o final de 2019, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Além disso, é importante ressaltar que entre 2008 e 2017 o crescimento da neoplasia foi de 27% e o número de óbitos entre 2006 e 2016 chegou a 45%.

No mundo, a situação não é muito diferente. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), essa neoplasia também ocupa as primeiras posições no ranking dos cânceres de maior mortalidade. Nesse sentido, a entidade ainda alerta para o surgimento de 1,4 milhão de novos casos.

Vale acrescentar que, como forma de tratamento, a intervenção cirúrgica nesse contexto é o método mais recomendado, inclusive na fase inicial da doença. Então, a fim de esclarecer o processo de cirurgia para o câncer no cólon, preparei este artigo. Leia-o até o final e veja como esse procedimento ajuda a salvar vidas!

Quais são os estágios do câncer de cólon?

Necessariamente, a metodologia cirúrgica adotada pelo especialista dependerá muito da evolução do tumor. De todo modo, a cirurgia é fundamental, sobretudo no início. Porém, antes de partimos para os pormenores da operação, destaco alguns estágios dessa neoplasia.

Estágio 1

Quando o tumor fica retido na camada muscular do cólon ou na mucosa ou reto alto, a probabilidade de cura é alta — com recuperação de até 95%.

Estágio 2

Esse é o instante em que o tumor fica delimitado à parte da membrana que reveste o reto ou o cólon, também chamada de serosa. Ou seja, nessa fase, os órgãos vizinhos são atingidos. E, nessas condições, a operação é combinada com outros procedimentos no pós-operatório, o que dá ao paciente a chance de até 84,5% de cura.

Estágio 3

Quando os linfonodos próximos da região do cólon ou do reto são afetados, mesmo que isso não tenha atingido outros órgãos, a cirurgia também é combinada com outras metodologias no pós-operatório. Contudo, é fundamental avaliar riscos, como o retorno da doença, por exemplo. Aqui, a probabilidade de o enfermo ser curado varia entre 34,9% a 87,6%.

Estágio 4

Nessa condição, o procedimento cirúrgico é recomendado em casos muito específicos, porque essa é a fase em que o tumor já se espalhou para órgãos mais distantes, como ossos, pulmão, fígado. Portanto, a possibilidade de melhora não passa de 20%.

Quais são os tipos de cirurgia para câncer de cólon?

O cirurgião, a depender da necessidade, poderá optar por intervenção colonoscópica, que se trata de um processo pouco invasivo. Logo, ela é ideal para a retirada de tumores superficiais ou pequenos, confinados na membrana mucosa. Entretanto, há outros procedimentos, como será mostrado a seguir.

Laparoscopia

A operação de colectomia remove uma parte do cólon ou todo ele e os gânglios linfáticos perto do órgão. Ela pode ser feita via laparoscópica, através de pequenas incisões — orifícios por onde o aparelho é introduzido. Assim, o cirurgião pode acompanhar o procedimento passo a passo, com o auxílio da câmera.

Aberta

Esse método tem como objetivo retirar a parte afetada do intestino. Trata-se de uma cirurgia de médio porte, cuja duração pode chegar a 4 horas. Em raríssimos casos, o cirurgião opta pela colostomia temporária. Mas, é claro, isso também depende da condição oncológica do paciente.

A cirurgia para câncer de cólon é o principal método, sobretudo, quando a doença está na fase inicial. Mas, infelizmente, 45% dos brasileiros deixam de realizar exames de rotina de fezes e urina que são vitais para a manutenção da saúde. Então, alerte outras pessoas e faça os testes também.

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5 mitos e verdades sobre o câncer

5 mitos e verdades sobre o câncer

Os números de mortes causadas por algum tipo de câncer, geralmente, tendem a deixar as pessoas assustadas. Por isso, muitas nem querem ouvir essa palavra, por receio ou medo de atrair a doença para as suas vidas. Provavelmente você conhece alguém assim, não mesmo?

No entanto, mesmo que isso soe negativo, não podemos fechar os olhos, uma vez que a desinformação provoca ainda mais danos. Por exemplo, algumas pessoas acreditam que a doença é contagiosa, quando, na verdade, não é.

Quer mais? Outras acham que receber o diagnóstico de algum tumor é decreto de morte. É claro que, em determinados casos, as chances de um paciente sobreviver são mínimas, mas, a depender do estágio, do tipo, do tratamento, sim, é possível ter sucesso no combate à patologia.

Percebeu como alguns posicionamentos podem confundir as pessoas? Então, pensando nisso, preparei este artigo no intuito de expor alguns mitos e verdades a respeito da doença. Quer ver? Continue a leitura!

1. A amamentação protege do câncer de mama

Sim, e isso tem uma explicação. Para que você tenha ideia, o ato do bebê ao sugar o seio da mãe promove um movimento, gerando certa esfoliação mamária.

Dessa forma, algumas células são eliminadas, ao passo que outras são renovadas. E, no final da lactação, aquelas cujo material genético apresenta lesões se autodestroem.

2. O tumor é hereditário

Depende, pois nem todos os cânceres têm relação com a hereditariedade. Por exemplo, o tumor que surge na mama pode ter relação com alguma mutação nos genes BRCA1 e BRCA2. Ou seja, é uma característica que pode ter sido herdada.

Porém, a neoplasia que aparece no pulmão, na maioria dos casos, tem o cigarro como causa principal de sua manifestação, uma vez que na fumaça são encontradas cerca de 50 substâncias cancerígenas. Viu como não podemos generalizar?

3. O uso de micro-ondas provoca neoplasias

Já ouviu essa por aí? Então, o modelo de radiação presente no micro-ondas não é capaz de gerar danos ao DNA das células, ou seja, mais um mito. No entanto, mesmo que o eletrodoméstico não seja nocivo, a minha orientação é que você o utilize conforme as instruções do fabricante, certo?

4. Rosto, pescoço e nariz são áreas suscetíveis à doença

Sim, é verdade. Geralmente, essas regiões ficam mais expostas à radiação solar, sendo assim, ficam mais suscetíveis às alterações genéticas. Logo, a probabilidade de um indivíduo desenvolver um tumor nesses locais é significativa. Portanto, use protetor solar diariamente e chapéus e bonés nos dias mais ensolarados.

5. As atividades físicas e a alimentação saudável ajudam a prevenir a doença

Com certeza. Normalmente, quando você combina práticas saudáveis, aumenta de maneira considerável as chances de ter uma vida sem doenças. Inclusive, o sedentarismo está associado a diversas patologias que levam ao surgimento de cânceres — a obesidade é uma delas.

A verdade é que ninguém quer ter câncer, e isso parece óbvio. Entretanto, a busca pela informação correta deve ser rotineira, principalmente numa época em que a disseminação das informações passa por outros canais de comunicação, que muitas vezes não são oficiais. Então, para evitar problemas e dúvidas, investigue sempre!

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Como é o tratamento cirúrgico do câncer gástrico?

Como é o tratamento cirúrgico do câncer gástrico?

Dos tumores que surgem no estômago, o câncer gástrico é o responsável por cerca de 95% deles, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), ao passo que os linfomas representam 3% e os sarcomas, que são um tipo bastante raro, constituem o restante dessa projeção.

Fatores de risco para o câncer gástrico

Geralmente, esse tipo de doença atinge pessoas com mais de 50 anos, principalmente os homens entre 60 e 70 anos. Ou seja, 65% dos pacientes têm em comum essa característica. Vale dizer que em 2017 a neoplasia matou 14.314 brasileiros, dos quais 5.107 eram mulheres e 9.207 eram homens.

Mesmo que as estatísticas apontem para números de mortalidade significativos, é importante acrescentar que a possibilidade de cura não é nula. Inclusive, há casos de pacientes que se viram livre da neoplasia depois do tratamento cirúrgico.

No entanto, ressalto que a detecção precoce é fundamental, porque isso ajuda a potencializar a taxa de sobrevida dos pacientes. Então, neste artigo destaco como é feito o tratamento cirúrgico do câncer gástrico, levando em consideração os estágios da doença, vamos lá?

Estágio 1

Geralmente, nessa fase, o tumor fica numa camada superficial do estômago, sendo possível obter a cura pelos meios cirúrgicos. A partir daí, podemos recorrer à cirurgia ou ao procedimento endoscópico.

É imprescindível acrescentar que nem todos os candidatos à cirurgia são aptos para método endoscópico, uma vez que alguns tumores, mesmo que de forma rasa, conseguem entrar profundamente na parede gástrica. Então, a metodologia adotada dependerá do diagnóstico do paciente.

Estágio 2

Quando o tumor atinge o revestimento muscular do estômago ou compromete uma quantidade significativa de linfonodos próximos dessa área, adota-se a cirurgia radical, chamada de gastrectomia.

Nesse tipo de operação, retiram-se as partes afetadas do intestino e do esôfago. Contudo, a depender do quadro, o baço também é retirado. Vale acrescentar ainda que essa técnica, normalmente, trabalha em conjunto com outros tipos tratamentos.

Estágio 3

À medida que o câncer gástrico avança, a metodologia adotada tende a ser mais incisiva, porque nessas etapas, geralmente, os tumores ganham outras proporções. Por exemplo, no estágio 3, o tumor já não está numa camada superficial, mas infiltrado no órgão.

Logo, isso compromete de 7 a 15 linfonodos linfáticos nas proximidades do estômago. Portanto, a gastrectomia também é a opção indicada, principalmente porque ela é combinada com outros métodos.

Estágio 4A

Quando temos mais de 15 linfonodos comprometidos, certamente, estamos diante de um caso em que os órgãos vizinhos foram atingidos. Portanto, a remoção dos órgãos afetados é o que pode ajudar o paciente, logo, é a estratégia principal.

Até porque a probabilidade de disseminação da doença é alta. Então, o tratamento cirúrgico é a maneira que se tem de reforçar a ação do procedimento terapêutico.

O sucesso do tratamento cirúrgico do câncer gástrico depende de alguns fatores fundamentais, como a descoberta precoce da doença. Sabemos que esse tipo de doença não é tão fácil de ser detectado, mesmo assim, você deve se atentar para os sintomas, já que eles indicam possíveis problemas.

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Tire suas dúvidas sobre o câncer de rim

Tire suas dúvidas sobre o câncer de rim

Muitas vezes silencioso, e por isso perigoso, o câncer no rim não é um dos tumores malignos mais comuns, mas, ainda assim, deve ser fonte de preocupação para todos. Afinal, mesmo que represente apenas 3% das doenças malignas que atingem pessoas no mundo todo, a verdade é que em 1/3 dos casos, o câncer é diagnosticado quando já alcançou a metástase. 

Além disso, o Brasil não tem nenhum programa específico que busque evidenciar casos desse tipo de tumor em adultos e idosos do país. Isso torna ainda mais importante que você entenda exatamente o que é esse tipo de tumor e seus sintomas.

Neste post, conheceremos as principais características do câncer nos rins, seu tratamento e as formas de prevenção. Acompanhe!

O que é o câncer de rim? 

Trata-se de um tumor que acomete o sistema urinário. Vale lembrar que a principal função do rim é ajudar na eliminação de substâncias metabolizadas pelo organismo, levando as impurezas para a urina, e, por isso, essa é uma das funções comprometidas durante o câncer nesse órgão. 

De uma forma geral, esse tipo de tumor surge unicamente em um dos rins, por meio da proliferação desenfreada das células dos túbulos dos néfrons, formando nódulos. Porém, também é possível que o câncer atinja os 2 rins ao mesmo tempo e até se espalhe rapidamente para os órgãos mais próximos. 

Sintomas 

É muito raro que a doença apresente sintomas, principalmente em seus estágios iniciais. Já nos casos avançados, existem alguns, como: 

  • sangue na urina;
  • dor abdominal;
  • dores constantes nas costas; 
  • perda de peso; 
  • fadiga constante; 
  • dor no flanco; 
  • febre.

Como é feito o diagnóstico? 

Geralmente, o diagnóstico é feito por acaso, quando o paciente está fazendo exames de rotina ou relacionados à outra doença. Quando pensamos na doença nos estágios iniciais, então, esse processo é ainda mais comum. 

Atualmente, não existe um tipo de exame que sirva apenas para identificar o câncer renal, mas traços do tumor podem ser identificados no exame de sangue, de urina e, principalmente, ultrassom e tomografia computadorizada. 

Qual o tratamento?

O melhor tratamento para esse tipo de câncer é a cirurgia, que pode retirar completamente o rim ou apenas o tumor, a depender do estágio da doença. Em casos mais graves, é possível que seja necessário retirar, além do rim, a glândula adrenal e linfonodos da região. 

Como prevenir o câncer no rim? 

Manter uma vida com alimentação saudável, prática de exercícios, evitar fumar e beber, são alguns dos pontos que podem ajudar na prevenção, não só desse tipo de câncer, mas também de diversos outros. 

Por fim, fazer exames de rotina anualmente e acompanhar de perto os resultados também são maneiras de identificar a doença em seus estágios iniciais e evitar o avanço do tumor. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

 

Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
Câncer no pulmão — diagnóstico e tratamentos

Câncer no pulmão — diagnóstico e tratamentos

O diagnóstico e tratamento do câncer no pulmão são duas grandes dúvidas de boa parte das pessoas. Afinal, apesar de ser um dos mais vistos, as informações são pouco divulgadas. 

Ao contrário do que alguns imaginam, a verdade é que esse tumor é altamente tratável quando identificado ainda no início. Para tanto, reconhecer os sintomas e manter uma rotina de exames é crucial. 

Acompanhe este artigo e entenda as principais formas de diagnóstico e tudo o que você precisa saber sobre o tratamento do tumor nos pulmões. 

Como é feito o diagnóstico de câncer no pulmão?

Quase sempre assintomático em suas fases iniciais, identificar esse tipo de câncer por meio dos sintomas é bem difícil. Muitas vezes, o paciente só começa a apresentar os sinais mais graves, como tosse com sangue, depois que o tumor se tornou metastático. 

Além disso, não há um exame específico apenas para identificar a doença. A principal forma de diagnóstico, então, é por meio de exames de imagem, como a radiografia do tórax, que deve ser acompanhado de uma tomografia computadorizada para confirmar a presença de tumor no pulmão. 

A inclusão de exames de imagem na rotina é uma ótima forma de garantir a identificação da doença em seu estágio inicial. 

Grupos de risco   

Para quem faz parte do grupo de risco desse tipo de câncer, é ainda mais importante garantir uma rotina de exames recorrentes. Cerca de 90% dos casos da doença são provocados por fumo ou exposição a agentes químicos, como o amianto, radônio, arsênio e outros. 

Quais os principais tratamentos disponíveis? 

O tratamento adotado vai depender de uma série de fatores, desde o tipo de câncer no pulmão, o estágio em que a doença se encontra e até o estado físico do paciente. Algumas vezes, é possível utilizar mais de um tratamento ao mesmo tempo, visando a melhora na qualidade de vida da pessoa. 

Cirurgia 

Quando o câncer ainda é pequeno e é identificado em sua fase inicial, a melhor forma de tratamento é a cirurgia. Isso porque todo o tumor é removido durante a operação e isso potencializa as chances do paciente de tratar a doença. 

A depender do caso, a cirurgia retira apenas o tumor, uma parte inteira do pulmão atingido pela doença ou, até mesmo, o pulmão inteiro. 

Quimioterapia  

Em caso de câncer de pequenas células, o tratamento já exige outros procedimentos, como a quimioterapia e radioterapia. Aqui, o objetivo é destruir completamente as células cancerígenas ou apenas impedir que o tumor continue a crescer. Geralmente, é uma opção quando não é mais possível fazer a cirurgia de retirada da parte afetada pelo tumor. 

Radioterapia 

A radioterapia também visa destruir as células cancerígenas do câncer no pulmão, mas, dessa vez, utilizando a radiação. É comum que esse tipo de tratamento seja acompanhado por outros, como a própria cirurgia ou quimioterapia. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

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