Dr. Rafael Onuki Sato

Câncer de endométrio: o que é?

Câncer de endométrio: o que é?

O câncer de endométrio é um dos cânceres do trato ginecológico mais comuns. Ele se desenvolve principalmente após a menopausa. Uma a cada 15  mil mulheres no Brasil, aproximadamente, sofre com esse problema a cada ano que passa.

A metástase, que é a propagação do tumor para outros órgãos, pode ser bastante frequente nos casos de câncer de endométrio. A boa notícia é que se for diagnosticado nos estágios iniciais, ele possui taxas elevadas de cura. 90% dos casos descobertos precocemente alcançam excelentes resultados com as diversas formas de abordagem de terapêutica.  

Entenda melhor.

Câncer de endométrio: entenda

Câncer é a neoplasia maligna de determinada célula. Isso significa que uma célula anormal está se proliferando descontroladamente em alguma região do corpo. Essa célula, sofre por algum motivo inexplicado, uma mutação genética em seu DNA que desencadeia esse processo atípico, dando origem aos tumores.

Os tumores podem ser benignos ou malignos. Nos tumores benignos, apesar da multiplicação ser desordenada, não há risco de atravessarem outros tecidos e se espalharem pelo corpo. Após a sua retirada, a pessoa fica livre do problema. Também é possível conviver com algumas dessas neoplasias tranquilamente.

Nos casos de câncer, os tumores são malignos. No câncer de endométrio, as células que revestem o útero se multiplicam formando uma massa que compromete a função do tecido. Quando não tratado, o câncer infiltra pelos tecidos adjacentes, invadindo outros órgãos. Muitas vezes, a borda do tumor não é bem definida, fazendo com que sua extração não seja possível sem ter que retirar o endométrio todo.

Os tipos de câncer de endométrio são diversos. Conheça os principais:

Tipos de Câncer de endométrio

Os sarcomas representam apenas 20% do total dos tumores desse tipo.

Já os carcinomas somam 80%. Eles se dividem em duas classificações:

O Tipo 1 tem a origem relacionada às altas taxas  de estrogênio na corrente sanguínea ou decorre da multiplicação anormal de células no endométrio. Os carcinomas do tipo 1 tem a progressão lenta e demoram a se espalhar.

Os carcinomas do tipo 2 são mais raros. Porém, costumam crescer e se propagar fora do útero, por isso são mais agressivos que o tipo 1. A origem desses tumores não é conhecida. São considerados carcinomas de endométrio do tipo 2: o carcinoma papilar seroso, o carcinoma de células claras, o carcinoma indiferenciado e o carcinoma endometrial grau 3.

Sintomas e tratamento

90% dos casos diagnosticados do câncer de endométrio estão relacionados a um sangramento vaginal irregular. Geralmente, ocorrem entre os intervalos das menstruações ou após a menopausa. Também sofrem alteração no fluxo, apresentando-se de forma mais intensa. Podem vir acompanhados ou não de corrimento, quando aparecem no período pós-menopausa. Quando a doença já está avançada pode haver perda de peso e dores na pelve. 

O tratamento padrão do câncer de endométrio envolve a cirurgia para extração do tumor. Ao fazer o estadiamento, verifica-se a necessidade de terapias adicionais. Em casos mais avançados pode ser indicado radioterapia após o procedimento. A melhor abordagem será decidida entre o oncologista e o paciente, levando em consideração o estágio do câncer e a saúde geral do paciente.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
Câncer de endométrio: causas e sintomas

Câncer de endométrio: causas e sintomas

 O endométrio é uma membrana extremamente vascularizada que cobre a parede uterina. É ele que descama e sangra durante a menstruação ou permite a fixação do embrião no interior do útero. As doenças que acometem esse tecido, como a endometriose e o câncer de endométrio, podem ter consequências graves para a fertilidade da mulher.

Os tumores no endométrio se desenvolvem quando as células desse revestimento crescem de forma anormal. No Brasil, há mais de 6 mil novos casos por ano. Estima-se que cerca de 20% desse número representam os óbitos decorrentes da doença. 

O câncer de endométrio pode surgir em qualquer etapa da vida. Entretanto é um tipo  muito mais frequente após a chegada da menopausa. Apesar da alta incidência, 90% dos casos diagnosticados precocemente são curáveis.  

Nesse artigo, vou explicar mais sobre as causas e os sintomas desse tipo de câncer. Fique atenta!

Causas do câncer de endométrio

Ainda não existe uma causa definida para o surgimento desses tumores. O que se sabe é que o material genético das células que compõe o endométrio sofrem uma mutação. Com isso, elas se proliferam descontroladamente formando uma massa, que são os tumores.

Todavia, existem alguns fatores de risco que favorecem a manifestação desse câncer em algumas mulheres. O principal deles, é a alta concentração de estrogênio no organismo. As mulheres hipertensas, obesas, diabéticas, que passam por menopausa tardiamente ou menarca precocemente; que fizeram reposição hormonal inadequada; que não tiveram filhos ou possuem a Síndrome de Lynch e Síndrome do Ovário Policístico tem grandes chances de sofrerem com hiperestrogenismo e, portanto, mais risco de desenvolverem esse tumor.

Outros fatores que podem estar envolvidos no aparecimento da doença é predisposição genética, histórico familiar, presença de outros cânceres, como de mama ou hiperplasia endometrial. 

Ainda que haja a presença de algum fator de risco, não é possível afirmar que a mulher desenvolverá o câncer simplesmente por isso. O importante é ficar sempre atenta aos sintomas e procurar um especialista caso apareça algum dos sinais. Saiba quais são eles.

Sintomas do câncer de endométrio

Sangramento anormal

É considerado anormal, o sangramento mais intenso que de costume; que acontece entre as menstruações ou após a menopausa. 90 % dos casos de câncer de endométrio estão associados à hemorragia vaginal.

Qualquer sangramento inoportuno deve ser entendido como alerta, ainda que o sintoma possa ter outras causas não cancerígenas. O ideal é consultar o seu médico sempre que houver um sangramento irregular imediatamente. 

Corrimento vaginal

O corrimento vaginal de coloração branca ou amarelada, seguido de sangramento, após a menopausa, é um indicativo de câncer de endométrio. Porém, o corrimento anormal sem a presença de sangue também pode ser sinal de atenção. Embora o sangue não seja visível, não significa que a doença não possa ter se instalado.

Dores na pelve 

Os estágios mais avançados do câncer de endométrio podem causar dor ou sensação de peso na pelve. Também é comum o aparecimento de uma massa na região. Geralmente, esses sintomas vêm acompanhados de perda de peso repentina.

Nos casos de metástase do câncer de endométrio, os sintomas podem aparecer de acordo com o comprometimento do órgão atingido. Para exemplificar, podemos citar obstrução intestinal, quando se espalha para o intestino; icterícia, quando afeta o fígado e dificuldades respiratórias, se chegar até o pulmão.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
4 fatores de risco para o câncer de colo do útero

4 fatores de risco para o câncer de colo do útero

O câncer de colo de útero é um dos cânceres ginecológicos mais frequentes. Essa região do nosso corpo compreende a  porção inferior do útero, que se conecta à vagina. Ele é o ponto de separação entre os órgãos internos e externos da mulher.

O crescimento acelerado das células que sofrem alteração no seu DNA, no caso desses tumores, podem ser originadas a partir de agressões decorrentes das lesões infecciosas ocorridas nessa região. Muitas delas são consequências do HPV.

É certo que algumas mulheres com HPV não chegam a desenvolver o câncer. Isso acontece devido ao acompanhamento médico recorrente que possibilita o diagnóstico precoce e, portanto, um trabalho direcionado ao tratamento e prevenção do câncer de colo de útero. 

Além do HPV, existem outros fatores que podem colaborar para o surgimento desse tipo de câncer. Vamos falar sobre eles. Entenda.

Fatores de risco do Câncer de colo de útero

Para deixar claro, um fator de risco é uma situação que favorece ou aumenta as chances para o desenvolvimento de certas doenças, como os tumores.  Quando uma pessoa faz parte do grupo de risco, não significa necessariamente que ela terá a doença. Entretanto, é necessário que o controle e a prevenção sejam realizados com maior atenção.

Infecções pelo HPV

As infecções recorrentes e não tratadas pelo  Vírus do Papiloma Humano podem evoluir para um tumor. Esse é o principal fator de risco associado à doença. O exame preventivo é o modo mais eficaz para diagnosticar esse tipo de infecção. Uma vez infectada, a mulher deve fazer todo o acompanhamento de acordo com as orientações do seu médico.

Infecção por clamídia

A clamídia é uma bactéria transmitida durante o ato sexual. Ao se alojar no colo do útero, provoca uma infecção que além de causar infertilidade, pode evoluir para um quadro de câncer. Os sintomas da infecção, geralmente não são percebidos pelas mulheres, o que torna a doença ainda mais perigosa. 

Histórico familiar

Mulheres que têm casos da doença  na família, entre os parentes de primeiro grau, mãe ou irmã, estão cerca de 3 vezes mais suscetíveis a desenvolvê-la. 

Gravidez precoce

Meninas que tiveram o primeiro filho antes dos 17 anos tem o dobro de chances de terem câncer do colo de útero, do que aquelas que só engravidaram após os 25 anos.

Tabagismo

Esses fator está associados a quase todos os tipos de câncer. Estima-se que a mulher fumante tem 2 vezes mais chances de ter a doença em relação às que não fumam. Isso ocorre devido às substâncias prejudiciais contidas no cigarro que são absorvidas pelo pulmão,  viajando por toda a corrente sanguínea. Essas substâncias causam diversas alterações no organismo, além de diminuir a capacidade de defesa do sistema imunológico. 

É possível  prevenir?

A maioria dos fatores de risco para o câncer de colo de útero são possíveis de serem evitados. A começar pelas infecções provocadas pelo HPV e Clamídia. 

A transmissão dessas doenças são advindas de de relação sexual desprotegida. Sendo assim, usar preservativo, inclusive com os parceiros fixos é a forma mais segura de prevenção. Como os sinais no primeiro estágio da infecção podem ser silenciosos, o acompanhamento ginecológico frequente permite o diagnóstico precoce.

Existe uma campanha nacional de vacinação contra o HPV.  As vacinas são administradas em meninas e meninos durante início da adolescência. Recomenda-se tomar a primeira dose antes dos 26 anos. Entretanto, é importante lembrar que essa vacina não imuniza contra todos os tipos de HPV existentes. Portanto, o uso do preservativo durante as relações sexuais continua sendo necessário mesmo para quem tomou a vacina.

Hábitos de vida saudáveis e visitas frequentes ao seu médico são uma forma importante de prevenir contra diversas doenças, dentre elas o câncer de colo de útero.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
4 dicas para prevenir o câncer de pele

4 dicas para prevenir o câncer de pele

O câncer de pele é a forma mais comum entre todos os tipos de câncer.  Não é de se espantar. Pois a pele é o maior órgão do corpo humano. O câncer se desenvolve a partir de uma mutação genética das células que compõem as camadas da pele. Logo, pode se desenvolver em praticamente qualquer região do corpo, embora seja mais frequente naquelas em que há maior exposição ao sol.

Como estamos em um país tropical, com alta incidência da luz solar, é inevitável que a exposição seja prolongada. Como essa é uma das principais origens do tumor, é necessário ficar atento às maneiras dese prevenir. Listamos neste artigo algumas delas. Acompanhe.

Formas de prevenção ao câncer de pele

Usar protetor solar

De acordo com entendimento da comunidade médica, o filtro solar deve ser usado todos os dias. Isso inclui as áreas que ficam cobertas pela roupa.

Os dias nublados não são motivo para abandoná-los. O motivo é que a radiação UV pode atravessar as nuvens e causar lesões à pele.

Se você estiver realizando exercícios físicos, ou está em locais com água, como piscina, cachoeira e mar, lembre-se reaplicá-lo de 20 em 20 minutos. Prefira os horários com menor índice UV para essas atividades,  que é antes das 11h e após as 15 h. Também é importante apostar em produtos resistentes à água e FPS de 30 para garantir maior eficácia.

Evitar a exposição prolongada ao sol

Mesmo com o uso do protetor solar, não se deve receber a luz do sol diretamente, como fazemos quando estamos nos bronzeando. Essa atitude pode ter consequências negativas para a pele. Além de queimaduras, a radiação UV  é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pele. 

Para atividades ao ar livre, aplique o protetor solar a 2 horas, com alto fator de proteção. Aumente a frequência se estiver nadando ou transpirando muito. Além disso, prefira sempre lugares que seja possível encontrar uma sombra, seja sob uma árvore ou sombrinhas de praia. Usar chapéus e bonés pode ajudar, assim como óculos escuros.

Evitar bronzeamento artificial

O sol não é a única fonte de radiação Ultravioleta. As câmaras de bronzeamento artificial também emanam essa luz. Em alguns casos, a incidência é ainda maior durante o bronzeamento do que em uma exposição direta ao sol. 

Tenha um especialista de confiança

Apenas o médico habilitado é capaz de confirmar o diagnóstico do câncer de pele. Faça visitas regulares ao seu médico e tire suas dúvidas toda vez que surgir alguma alteração na forma, cor ou tamanho das suas pintas. 

O teste ABCDE é um ótimo guia para analisar as pintas e manchas espalhadas pelo nosso corpo. O A é de assimetria, indica que as pintas malignas são assimétricas, se dividi-la ao meio. O B é de bordas. Isso quer dizer que se o contorno da mancha for irregular é um sinal de alerta. O C é de cor. As manchas malignas costumam apresentar mais de um tom. O D é de diâmetro. As pintas com mais de 6 mm precisam ser avaliadas. O E significa evolução. As pintas que mudam de forma, tamanho ou cor, com o passar do tempo, são sinais de atenção.

Qualquer sinal de câncer de pele, procure o seu especialista.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
Teste ABCDE: aprenda a identificar o câncer de pele

Teste ABCDE: aprenda a identificar o câncer de pele

Quando falamos em câncer de pele, é importante lembrar que o próprio paciente tem papel fundamental no diagnóstico. Isso porque o exame inicial das manchas indicativas de mutação podem ser identificadas por meio da autoanalise. Para isso, existe um sistema para que as pessoas saibam o que é necessário avaliar na hora do exame, chamado de Teste ABCDE. Entenda melhor.

A neoplasia maligna das células da pele se dividem em diversos tipos de tumor. Esses tumores são classificados como melanoma e não melanoma. Cerca de 80% dos cânceres de pele não melanoma são do tipo carcinoma basocelular e 20% são carcinoma espinocelular.  Já o melanoma cutâneo, é desenvolvido nas camadas superiores da pele. Geralmente é o mais agressivo dos cânceres de pele e tem propensão a espalhar-se para outros órgãos. 

 Os números desse câncer assustam. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, eles somam 33% de todos os diagnósticos da doença no país. A quantidade de novos casos por ano chega a 180 mil. 

A confirmação do diagnóstico precisa ser realizado por um especialista. Entretanto o teste ABCDE foi desenvolvido para que o próprio paciente faça a autoanálise e identifique possíveis problemas. Assim, se descoberto precocemente, as chances de cura são extremamente mais altas.

O que é Teste ABCDE

Esse sistema é defendido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e pela American Cancer Society para servir como referência para a identificação de lesões suspeitas. O teste leva em consideração itens como a forma, o tamanho e a cor das manchas. Caso o paciente note a presença de alguma das situações, o médico precisa ser consultado. 

Como utilizar o Teste ABCDE

Para utilizá-lo é bem simples. Cada letra do teste significa uma característica que sugere um alerta. Basta analisar uma mancha ou pinta e identificar se há presença de alguma delas:

A – Assimetria

As pintas benignas são simétricas. Isso quer dizer que se dividi-la ao meio imaginariamente, as duas metades seriam exatamente iguais. Portanto, se notar que um lado é diferente do outro, entre em contato com seu médico.

B – Bordas

As bordas irregulares são sinais de alerta. Observe o contorno da pinta. Se elas não forem lisas e não tiverem a borda linear, pode sugerir um câncer.

C – Cor

Se a cor da mancha for variável, sinal de alerta. Muitos melanomas apresentam mais de uma cor, ou tons pretos, castanhos, brancos, avermelhados ou azul.

D – Diâmetro

As pintas benignas não crescem mais que 6 mm. Então, se a sua mancha for maior que o diâmetro de um lápis, procure o médico.

E – Evolução

Se a pinta evoluir com o passar do tempo e modificar sua forma, cor e tamanho, é possível que seja um tumor. 

Os sinais do teste ABCDE são apenas algumas das características que podem representar um câncer de pele. Contudo, outros sinais devem ser avaliados. As feridas que surgem e não cicatrizam, apenas aumentam, associadas a sintomas como dor, coceira ou sangramento precisam ser avaliadas pelo especialista com mais urgência. Outro caso são as lesões com aparência de alto relevo e brilhantes, translúcidas, com uma crosta central.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
Câncer de pele: conheça os tipos não melanoma

Câncer de pele: conheça os tipos não melanoma

O tumor maligno que mais afeta a população mundial é o câncer de pele. Cerca de ¼ do desenvolvimento da doença ocorre nesse, que é o maior órgão do corpo humano. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) aponta cerca de 180 mil novos casos a cada ano.

Em termos gerais, os tumores surgem devido a alguma alteração no DNA das células que constituem a pele. A partir disso, elas começam a se multiplicar desordenadamente. O acúmulo dessas células danificadas é que dá origem ao tumor. 

Existem diversos tipos de câncer de pele.  Eles são classificados em melanoma e não melanoma.  Entre os tipos não melanoma podemos citar o CBC (carcinoma basocelular), que apesar de ser mais comum é menos agressivo, e o CEC (carcinoma espinocelular) que se desenvolve mais rapidamente e, por consequência é mais grave.

Nesse artigo, vou explicar melhor sobre esses 2 principais  tumores não melanoma. Entenda.

O que é câncer de pele não melanoma?

Esse é o tipo de tumor de pele que se manifesta em maior número no Brasil. Enquanto o melanoma se desenvolve nos melanócitos, células responsáveis pela pigmentação da pele, os tipos não melanoma surgem em outras  células componentes do órgão, como as células basais ou escamosas.

Cerca de  80% dos tumores não melanoma são carcinoma basocelular e 20% são carcinoma espinocelular. Embora detenham o maior número de incidência dos tumores de pele, apresentam alta chance de cura. Para isso, é essencial que sejam descobertos no estágio inicial. 

Dentre os mais afetados, encontram-se as pessoas de pele clara, com mais de 40 anos ou que tenham histórico prévio da doença ou familiares portadores do mesmo câncer. As crianças e os negros raramente são afetados, a não ser que já possuam doenças cutâneas. 

Conheça melhor os dois tipos.

Tipos de câncer de pele não melanoma

Carcinoma basocelular

Esse é o menos agressivo e o mais frequente  dentre as duas espécies. Ele afeta as células basais, que se localizam nas camadas mais profundas da pele. As partes do corpo mais atingidas são aquelas expostas ao raios ultravioletas, como pescoço , face, costas e membros. Normalmente, ele surge no nariz, cantos dos olhos e orelhas. 

Raramente o CBC provoca metástase, fato em que o câncer se espalha para outros órgãos.  Seu crescimento pode ser bem lento, por isso, as consultas preventivas são essenciais. Quando se manifestam, geralmente, o tratamento será cirúrgico.

Carcinoma espinocelular

O CEC, também chamado de epidermoide, é o 2° tipo de câncer de pele que mais afeta os seres humanos. As células que dão origem a esse tumor são as que constituem a superfície da pele, as células escamosas, mais conhecidas como epiteliais. 

Esse tumor tem incidência 2 vezes maior em homens que em mulheres. É mais comum em pessoas da terceira idade, entre os 60 e 70 anos.  Os raios ultravioletas são as principais causas do problema, mas não a única. O desenvolvimento desse câncer também está relacionado a feridas crônicas e cicatrizes.

Sua manifestação pode se dá em qualquer parte do corpo, mas como a exposição solar é fator preponderante da sua origem, os locais mais sensíveis serão as orelhas, rosto, couro cabeludo e pescoço.

O câncer de pele não melanoma, apesar de ser menos letal, pode causar lesões graves se não for tratado precocemente. Em caso de suspeita, procure um oncologista de confiança para ser diagnosticado de forma adequada.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
5 fatores de risco para o câncer de pele

5 fatores de risco para o câncer de pele

O câncer de pele se desenvolve a partir da mutação genética das células que compõem as diversas camadas da pele. 

Tanto no Brasil quanto no mundo, o tipo não melanoma é o mais frequente. Estima-se que ele corresponde a 30% dos registros de câncer no país.  Mesmo com baixo índice de letalidade, em 2015 ocorreram mais de 1900 óbitos derivados do tumor.

O tipo melanoma é o mais conhecido, embora sua manifestação seja menor. Ele tem origem nos melanócitos, células responsáveis pela pigmentação escura da pele. A fama do melanoma é proveniente da agressividade do tumor. Ainda que apresente uma taxa muita baixa de incidência, somando apenas 3% dos cânceres de pele, sua propensão a provocar metástase é bastante alta, aumentando o número de mortes advindas do tumor.

Os cânceres de pele, de uma forma geral, não têm uma única origem. Entretanto, a exposição solar excessiva figura o primeiro lugar entre as principais causas do seu desenvolvimento.

 Além disso, alguns fatores de risco também estão envolvidos no surgimento dessa neoplasia. Você sabe quais são eles? Leia o artigo e entenda melhor.

O que são fatores de risco?

Os fatores de risco são condições ou elementos que favorecem o surgimento de doenças diversas, incluindo o câncer de pele. Cada patologia tem suas próprias considerações acerca daquilo que compreende o grupo de risco. Os fatores são determinados baseado no que pode contribuir para o seu desenvolvimento, mas não causa a doença diretamente.

Isso significa que ter ou fazer parte do grupo de risco não quer dizer que você certamente desenvolverá o câncer de pele. É apenas um alerta para que a prevenção seja feita de forma mais atenta.  Alguns fatores de risco podem ser evitáveis, como excesso de radiação. Outros, como histórico familiar e faixa etária são incontroláveis. 

Apesar de sinalizarem a possibilidade de um tumor no futuro, se a pessoa realmente desenvolver a doença em questão, é impossível indicar o quanto o fator de risco contribuiu para a sua manifestação. Contudo, o melhor a se fazer é entender quais situações podem te colocar em perigo e ficar alerta em relação à prevenção do câncer de pele.

Fatores de risco do câncer de pele

Superexposição aos raios ultravioletas

Os melanomas e não melanomas estão  relacionados ao excesso de radiação ultravioleta, principalmente quando ocorrem na infância e adolescência. O que acontece é que os raios UV tem capacidade para alterar o DNA das células que compõe a pele. Desse modo, a multiplicação desordenada dessa carga genética modificada acaba se tornando um tumor. 

A principal fonte de raios UV é o sol. Por isso, filtro solar para quem está sempre exposto é essencial. Entretanto, também podem ser provenientes de câmaras de bronzeamento artificial e lâmpadas solares.

Pintas

As pintas, ou nevus,  são consideradas tumores benígnos. Podem aparecer em qualquer faixa etária, inclusive na infância. Em geral, permanecem sem causar problemas. Porém, quem tem um número elevado delas precisa ficar atento, pois tem mais probabilidade de desencadear o melanoma.

Pintas displásicas

As pintas displásicas são irregulares ou tem tons diferente das pintas normais. Surgem tanto nos locais que recebem luz solar quanto nos lugares com menos exposição. Nem sempre se tornam um câncer, contudo é necessário acompanhamento, pois têm chances de evoluirem para a doença.

Pele clara e idade avançada

Quem tem pele clara, cabelos loiros ou ruivos e olhos azuis fazem parte do grupo de risco. O câncer de pele é bastante raro em pessoas negras. Os idosos também têm maior probabilidade de desenvolver o problema.

Histórico familiar ou individual 

10% das pessoas que desenvolveram câncer de pele tinha um quadro dessa neoplasia maligna na família. Sendo assim, filhos, pais, irmãos e irmãs de quem adquiriu a doença precisam estar atentos em relação às formas de prevenção.

Já a pessoa que desenvolveu o câncer de pele previamente, tem mais chances de manifestar novos quadros do problema futuramente.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
8 fatores de risco para câncer de ovário

8 fatores de risco para câncer de ovário



O câncer de ovário pode se desenvolver em mulheres que apresentem um ou mais fatores de risco para a doença. Por isso, é importante saber se há alguma condição para seu o desenvolvimento.

O fator de risco é exatamente isso: uma condição que aumenta a probabilidade de ter algum tipo de câncer. No caso do câncer de ovário, são fatores de risco principais a faixa etária da mulher, seu histórico reprodutivo, assim como alterações hormonais.

No entanto, há ainda muitos outros, como se verá a seguir. Contudo, apresentar um ou mais dos fatores não quer dizer que você terá câncer. Dessa forma, diante de alguma condição favorável para a doença, o melhor caminho é fazer um monitoramento com exames periódicos.

Confira, a seguir, o que pode contribuir para que uma mulher tenha câncer de ovário.

Idade

O risco de desenvolver câncer de ovário aumenta com a idade. A chegada da menopausa provoca alterações hormonais que favorecem a condição.

Estudos revelam que metade dos casos de câncer no ovário são observados em mulheres com mais de 60 anos, que já passaram pelo climatério e chegaram na menopausa.
 

Obesidade

Há uma relação forte entre câncer de ovário e obesidade. Assim, mulheres com índice de massa corporal acima de 30 têm mais chance de apresentar o problema.
 

Maternidade tardia

Aquelas que tiveram filhos depois dos 35 anos também têm um risco maior de ter um tumor maligno no ovário.
 

Tratamento para fertilidade

A fertilização in vitro é apontada como fator que pode aumentar o risco de tumor ovariano de baixo potencial de malignidade. Por isso, orienta-se que as mulheres com outros fatores de risco conversem com o médico responsável pelo tratamento sobre esta possibilidade.
 

Terapia hormonal

A terapia hormonal é cada vez mais utilizada para amenizar os sintomas desagradáveis da menopausa. No entanto, pesquisas revelaram que o uso de estrogênio por tempo prolongado pode aumentar o risco de câncer de ovário.

 

Histórico familiar

O risco de câncer de ovário é sempre maior para a mulher que tem parente de primeiro grau diagnosticada com a doença. Além disso, quem tem familiar que já teve outros tipos de câncer, como colorretal e mamário, tem mais possibilidade de desenvolver a doença.
 

Dieta

Há evidências de que mulheres que seguem uma dieta com pouca gordura e rica em frutas, legumes e verduras têm menos chances de ter câncer de ovário. Além disso, uma boa dieta também pode prevenir outras doenças altamente debilitantes.

Ao contrário dos fatores de risco citados até agora, algumas condições diminuem as chances de ocorrência do câncer de ovário. Estudos revelaram que o uso de Dispositivo Intrauterino (DIU) diminui o risco para a doença.

Por isso, se você apresenta um ou mais fatores de risco para o câncer de ovário, consulte um médico especializado em oncologia para verificar se há necessidade de fazer exames de rastreamento.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!



Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
Opções de tratamento para o câncer no pâncreas

Opções de tratamento para o câncer no pâncreas



O câncer no pâncreas é um tipo de doença que traz grande risco para a vida. Isso acontece porque ele é a glândula responsável pela produção de insulina e de enzimas que ajudam na digestão.

Sendo assim, é fundamental procurar tratamento assim que houver diagnóstico de tumor pancreático. Após o diagnóstico e estadiamento do câncer de pâncreas, o médico discutirá as opções de tratamento.

Dependendo do tipo e estágio da doença, bem como outros fatores, o procedimento cirúrgico pode ser necessário. No entanto, será o médico oncologista responsável quem apresentará os melhores recursos terapêuticos disponíveis para o caso.

O post de hoje aborda as opções de tratamento para o câncer de pâncreas. Não deixe de acompanhar.

Opções de tratamento

Em função das variadas opções de tratamento, alguns itens são previamente considerados. Considera-se a idade e expectativa de vida, condições de saúde, estadiamento da doença, se a cirurgia pode retirar todo o tumor, assim como a probabilidade de cura.

Em seguida, apresentam-se as principais opções de tratamento para o câncer pancreático.

Cirurgia

Existem 2 tipos de cirurgia para o câncer de pâncreas:

  • Cirurgia potencialmente curativa: realizada quando os resultados dos exames sugerem que é possível remover todo o tumor.
  • Cirurgia paliativa: realizada se os exames de imagem mostram que a doença está disseminada. É realizada para aliviar os sintomas ou prevenir determinadas complicações, como um ducto biliar bloqueado ou obstrução intestinal. Assim, não tem objetivo curativo.

Tratamentos de ablação ou embolização

A ablação refere-se a tratamentos que destroem os tumores, geralmente com calor ou frio extremos. O tratamento geralmente não requer internação. Existem diferentes tipos de procedimentos ablativos.

Na embolização, substâncias são injetadas na artéria com o intuito de bloquear o fluxo sanguíneo para as células cancerígenas, obstruindo o fornecimento de sangue ao tumor.

Radioterapia

A radioterapia utiliza radiações ionizantes a fim de destruir ou inibir o crescimento das células cancerígenas que formam um tumor. Pode ser útil no tratamento de alguns tipos de câncer de pâncreas.

A radioterapia pode ser realizada em indivíduos com câncer de pâncreas em diferentes situações.

Quimioterapia

A quimioterapia usa medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais por via intravenosa ou por via oral. Por ser um tratamento sistêmico, atinge não somente as células cancerígenas, mas afeta também as células sadias do organismo.


É importante que todas as opções de tratamento sejam discutidas com o médico, assim como seus possíveis efeitos colaterais, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte às necessidades do indivíduo.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!



Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos
A importância dos exames de rastreamento

A importância dos exames de rastreamento



Os exames de rastreamento de câncer podem salvar vidas. Com apenas algumas gotas de sangue é possível detectar alguns tipos da doença. Neles, marcadores tumorais, como o PSA e o AFP, podem acusar a metástase no organismo do indivíduo quando algum tumor está se desenvolvendo.

Obter um diagnóstico precoce de câncer é essencial para iniciar um tratamento rapidamente e, dessa forma, aumentam-se as chances de sucesso do tratamento e recuperação.

Por isso, esse fala sobre a importância dos exames de rastreamento. Não deixe de acompanhar.

Exame de rastreamento do câncer

Exame de rastreamento é um exame de sangue realizado a fim de se investigar a possibilidade de incidência de um tumor no organismo.

Quando ele indica a ocorrência de câncer, ainda é necessário um diagnóstico fechado com a complementação de exames de imagem ou quaisquer outros que sejam pertinentes.

A realização de exames em si não previne o tumor maligno, mas permite a sua identificação na fase inicial. Sendo assim, o exame de rastreamento pode ser encarado como uma medida preventiva, uma vez que reduz as chances de complicações e de morte pela doença.

Existem dois tipos de rastreamento, também chamados de triagem ou screening: o oportunista e o populacional.

O rastreamento oportunista é aquele que acontece quando a pessoa vai ao consultório e o médico prescreve um exame, que pode identificar ou não a existência de alguma doença. O rastreamento populacional é realizado por programas governamentais.

Detecção precoce

Quem apresenta fatores de risco para o câncer deve fazer exames de rastreamento periodicamente. Se o indivíduo tem histórico de câncer na família, é tabagista ou alcoolista, ou se expõe a substâncias cancerígenas, é possível que o médico indique o rastreamento para a detecção precoce.

Vários tipos de câncer são facilmente identificados por esse tipo de procedimento de análise. Entre eles, o colorretal, o de colo do útero, próstata e o de mama.

Por meio da detecção precoce, algumas mulheres descobrem o tumor mamário a tempo de não ser necessário retirar a mama. Além disso, muitos indivíduos buscam tratamento a tempo de evitar uma complicação mais grave.

É necessário, no entanto, que o diagnóstico seja confirmado com exames complementares. Assim, o médico pode ter certeza na indicação do tratamento adequado.

Por isso, a melhor forma de garantir o diagnóstico na fase inicial de um câncer é investir no seu rastreamento. Converse com o seu médico sobre seu histórico clínico e veja se é necessário se submeter a esse tipo de exame.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!



Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos