regra do ABCDE

Conheça a regra do ABCDE e descubra como ela ajuda no diagnóstico do câncer de pele

O câncer de pele é o câncer mais frequente no Brasil e no mundo. Geralmente, afeta pessoas acima dos 40 anos, com pele clara. Pessoas negras e crianças não costumam contrair a enfermidade em questão.

A doença ocorre quando há multiplicação das células de forma desordenada. Existem dois tipos de câncer: o câncer de pele melanoma e o câncer de pele não melanoma.

No primeiro caso, a origem da enfermidade está nas células produtoras de melanina, que é a substância responsável pela tonalidade da pele. Trata-se de um câncer mais agressivo, embora mais raro.

O câncer de pele não melanoma, apesar de menos violento, merece atenção. Felizmente, quando diagnosticado de forma precoce, ele tem grandes chances de cura e baixa taxa de mortalidade.

Quando falamos sobre doenças como o câncer, é sempre melhor, antes de tudo, prevenir. Para além disso, é preciso estar atento às manifestações do seu próprio corpo: se algo sair do esperado, você deve buscar ajuda clínica. Desta forma, as chances de reverter o quadro certamente serão maiores.

Algumas fórmulas, como a regra do ABCDE, podem auxiliar as pessoas no processo de investigação de si mesmas. Abaixo, falaremos um pouco mais sobre ela. Confira.

Regra do ABCDE: o que é?

Segundo a Organização Melanoma Brasil, a regra do ABCDE é um método que auxilia na identificação de lesões suspeitas de melanoma. 

Ela é pautada na avaliação do estado físico de pintas – sinais que, em alguns casos, podem ser manifestações de uma enfermidade.

Como o próprio nome sugere, o método se baseia na avaliação de 5 aspectos, que são:

  • A, de assimetria: pintas saudáveis geralmente são simétricas e “de nascença”. Pintas que apareceram “do nada” e que são assimétricas devem ser investigadas a fundo;
  • B, de borda: bordas irregulares, com borrões ou ondas, podem ser indício de câncer de pele melanoma;
  • C, de cores: pintas com mais de um tom ou que mudam de cor (marrom para preto, por exemplo);
  • D, de diâmetro: a suspeita ocorre quando as pintas têm mais de 5mm de diâmetro;
  • E, de evolução: por fim, pintas saudáveis não mudam de tamanho. Elas permanecem sempre iguais, no mesmo lugar, sem crescer ou diminuir. Pintas “suspeitas”, digamos assim, crescem, mudam de cor ou de aparência.

Relevante dizer que não é preciso que todos os sintomas apareçam ao mesmo tempo. Ao perceber qualquer um deles, entre em contato com um médico de sua confiança.

É importante também se atentar para feridas que não cicatrizam no período de quatro semanas, assim como para manchas que coçam ou sangram.

Câncer de pele: onde as pintas podem aparecer?

O câncer de pele ocorre, na maior parte dos casos, em áreas que são expostas ao sol, como o rosto, o pescoço, as orelhas e os ombros.

Não por acaso, uma das maiores formas de prevenção à enfermidade é evitar o sol, especialmente entre dez da manhã e duas da tarde, e utilizar protetor com fator alto diariamente.

Pessoas com casos de câncer de pele na família devem redobrar os cuidados, visto que há possibilidade de que a hereditariedade também tenha influência no desenvolvimento do problema.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

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Dr. Rafael Onuki Sato

Posted by Dr. Rafael Onuki Sato