Carcinoma basocelular

Carcinoma basocelular: quais são os primeiros sinais?

Carcinoma basocelular: quais são os primeiros sinais?



O carcinoma basocelular é a forma mais comum de câncer de pele e o tipo de tumor maligno mais frequente no Brasil e no mundo. A doença representa cerca de 30% de todos os tipos de cânceres diagnosticados no Brasil. Só isso já dá uma ideia de como ele é comum.

Somente em 2020, são esperados cerca de 177 mil novos casos da doença no país, conforme o Instituto de Nacional de Câncer (Inca).

Felizmente, o carcinoma basocelular cresce de forma lenta. Assim, a maioria é curável e gera danos mínimos, quando diagnosticado e tratado de maneira precoce.

Entenda mais sobre a doença, a seguir.

Como é o carcinoma basocelular?

Em primeiro lugar, para compreender o desenvolvimento deste tipo de câncer, é importante saber que um dos três principais tipos de células da parte superior da pele são as células basais.

Elas são eliminadas à medida que novas se formam. O câncer ocorre quando os danos no DNA, causados pela exposição à radiação ultravioleta do sol, ou mesmo pelo bronzeamento artificial, desencadeiam alterações nas células basais.

Assim, isso resulta em crescimento descontrolado das células, gerando o câncer.

Como identificar o carcinoma basocelular?

Primeiramente, é preciso ficar atento ao aspecto da pele, principalmente das áreas mais expostas ao sol. Em geral, este tipo de câncer de pele pode parecer uma ferida aberta que não melhora.

Em outros casos, ele pode se manifestar como uma mancha vermelha, erupções cutâneas de cor rosada, nódulos brilhantes, cicatrizes ou erupções elevadas na pele.

Outro sinal é a formação de uma crosta na pele, que pode coçar ou sangrar. Lembrando que este tipo específico de câncer ocorre em áreas expostas ao sol. 

Outra informação importante diz respeito aos locais do corpo em que é necessário estar mais atento. Verifique com atenção seu rosto, orelhas, couro cabeludo, pescoço, ombros, costas e tórax.

Fatores de risco

Já mencionamos a exposição ao raios ultravioleta como sendo o principal fator de risco para a doença. No entanto, existem outras causas para o desenvolvimento deste tipo de câncer, que incluem:

  • histórico pessoal ou familiar de câncer de pele;
  • idade acima dos 50 anos;
  • pele clara;
  • infecções ou inflamações recorrentes na pele;
  • cicatrizes;
  • bronzeamento artificial.

Em pessoas negras, o tumor pode se desenvolver em regiões mais claras, como as palmas das mãos e plantas dos pés. A maioria dos carcinomas basocelulares são curáveis, principalmente aqueles detectados cedo. Nos casos mais leves, uma simples cirurgia a nível ambulatorial é suficiente para tratar a doença.

Já em quadros graves, pode ocorrer a desfiguração do local da lesão, assim como metástases. Por isso, é importante que você procure um médico especialista a qualquer sinal de alteração na pele.

Uma pinta aparentemente inofensiva deve ser analisada por um dermatologista. Não negligencie os sinais do seu corpo!

Quer saber mais sobre o carcinoma basocelular? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!



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Carcinoma basocelular: formas de prevenção

Carcinoma basocelular: formas de prevenção



O câncer de pele é o tipo de neoplasia mais comum do mundo. Só para ter ideia, todos os anos surgem mais casos de cânceres de pele do que o somatório de cânceres de próstata, mama, intestino e pulmão.

Vale destacar que o câncer de pele é resultado do crescimento descontrolado de células cutâneas anormais. Ele pode ser classificado como melanoma ou não-melanoma, sendo que, entre a população mundial ocorrem cerca de 3 milhões de cânceres de pele não-melanomas e aproximadamente 132 mil melanomas por ano.

Os tumores cutâneos não-melanomas equivalem a mais de 90% dos casos de câncer de pele. Eles são subcategorizados em carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular. Hoje vamos conversar especificamente sobre a primeira categoria.

O carcinoma basocelular (CBC) é originado a partir das células basais da pele ou apêndices cutâneos (glândulas sebáceas, glândulas sudoríparas, pelos, etc). Trata-se de uma lesão maligna que possui crescimento lento. Apesar da alta frequência, é também uma das neoplasias com maior índice de cura. É importante salientar que o CBC pode ser evitado. Leia o artigo completo e descubra como prevenir essa condição.

Fique atento aos fatores de risco

Quem tem um ou mais fatores de risco deve redobrar a atenção, afinal, são pessoas mais propensas ao desenvolvimento de câncer de pele. Entre os principais aspectos que aumentam as chances de carcinoma basocelular estão o excesso de exposição solar ao longo da vida e a idade a partir de 60 anos.  Mesmo assim, jovens também podem apresentar essa forma de câncer.

Pessoas com pele, olhos e cabelos claros, albinismo, sardas, histórico familiar de tumores cutâneos, histórico pessoal de lesão pré-cancerosa ou câncer de pele, baixa imunidade, transplantados e uso de medicamentos supressores do sistema imunológico também estão mais sujeitas a esse tipo de neoplasia. O carcinoma basocelular é levemente mais incidente em homens do que em mulheres, apesar de afetar ambos os sexos.

Intensifique a proteção solar

Para prevenir não só o carcinoma basocelular, como qualquer outro tipo de câncer de pele, é muito importante evitar a exposição solar desprotegida. Para tanto, adote hábitos como o uso diário de filtro solar com FPS de pelo menos 30, evite se expor em horários de maior intensidade na radiação (das 10h às 16h).

Sempre que possível, use protetores físicos como óculos escuros, chapéus e roupas com fator de proteção. Por falar em roupas, os trajes que cobrem braços e pernas são aliados na prevenção dos cânceres cutâneos.

Observe sua pele

Procure conhecer sua pele. Busque analisá-la periodicamente, com o auxílio do espelho,  para detectar precocemente qualquer sinal suspeito, como manchas que coçam, descamam, crescem ou mudam de cor e forma. Verifique também eventuais pintas e lesões que sangram e são difíceis de cicatrizar.

Faça acompanhamento dermatológico

Se você está entre as pessoas com fatores de risco, visite o dermatologista regularmente. Além de orientar devidamente o paciente a respeito dos cuidados a serem tomados com o sol, o profissional pode prescrever a suplementação de vitamina D, além de outras medidas preventivas.

Quer saber mais sobre câncer de pele? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!



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Carcinoma basocelular: como é feito o diagnóstico

Carcinoma basocelular: como é feito o diagnóstico



O carcinoma basocelular (CBC) é um dos tipos de câncer de pele mais frequentes, podendo corresponder a até 70% dos casos dessa forma da doença. Ele se origina a partir de um crescimento anormal das células das camadas mais profundas da derme.

Apesar de ser raro que o CBC faça metástase, pode acontecer. Sendo assim, identificá-lo precocemente é de extrema importância. O procedimento cirúrgico realizado o quanto antes pode conter seu crescimento e salvar a vida do indivíduo.

Por isso, este artigo fala sobre o diagnóstico desse tipo de câncer. Não deixe de acompanhar.

Como identificar o carcinoma basocelular

Em geral, o primeiro sinal do carcinoma basocelular é o aparecimento de um nódulo consistente ou protuberância rosada na epiderme, que pode ter aparência translúcida com pontos perolados e pequenos vasos sanguíneos na sua superfície. Também pode ter coloração marrom. Se lesionados, podem apresentar sangramento, seguido da formação de crostas.

O carcinoma basocelular é mais comumente observado nas áreas do rosto e pescoço, mas pode acometer também outras regiões do corpo. No entanto, boa parte dos casos se concentra em regiões como nariz, orelhas, pescoço e ao redor dos olhos.

A lesão provocada por esse câncer tem crescimento lento e, por isso mesmo, pode não ser percebida pelo indivíduo. A doença afeta mais os homens do que as mulheres, sendo rara em crianças e negros.

O CBC pode, ainda, se apresentar de outras formas menos comuns como por meio de nódulos escuros ou pequenos pontinhos de pigmentos. Essa forma de manifestação da doença denomina-se carcinoma basocelular pigmentado.

Há também o carcinoma basocelular plano-cicatricial, que surge de cicatrizes, e o que apresenta placas avermelhadas.

Buscando um diagnóstico

O diagnóstico do CBC é feito a partir do exame clínico das lesões cutâneas e do resultado da biópsia.

Apesar de esse tipo de carcinoma ter tratamento e sua chance de metástase ser rara, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar que as feridas provoquem deformidades na área do rosto e pescoço.

As deformações podem acontecer, pois o procedimento terapêutico é feito com a remoção da área afetada. Assim, quanto maior a lesão, maior a extensão da pele que deverá ser retirada.

Durante o exame inicial, o médico observa todas as características da lesão. Avalia, então, tamanho, forma, textura, cor e se há sangramento ou descamação.

Além disso, ele poderá apalpar os gânglios linfáticos das axilas, virilha e pescoço. O aumento dos gânglios linfáticos pode indicar se o câncer basocelular se alastrou.

Muitas vezes, quem inicialmente descobre essa lesão maligna cutânea é o dermatologista. Durante o exame clínico realizado por esse profissional que trata de doenças de pele, é utilizado um equipamento denominado dermatoscópio, uma lente de aumento que permite observar a lesão de forma bem aproximada, identificando-a.

Dessa maneira, é possível que se constatem características pertencentes ao carcinoma basocelular. Diante disso, o indivíduo é encaminhado para um oncologista, que é o médico especializado no tratamento do câncer.

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Carcinoma basocelular: causas e fatores de risco

Carcinoma basocelular: causas e fatores de risco

Você já ouviu falar em carcinoma basocelular? Trata-se de um tipo de câncer de pele bastante comum. É, no entanto, a neoplasia cutânea com maiores chances de cura. Principalmente se for diagnosticada e tratada precocemente.

Cerca de 3 entre cada 4 cânceres de pele diagnosticados no Brasil são do tipo carcinoma basocelular. Sua taxa de mortalidade não chega a 2%.

Localmente, este é um tumor agressivo, pois pode danificar as camadas de pele e invadir os tecidos ao redor. Entretanto, é menos perigoso do que outros tipos de câncer, devido ao baixíssimo potencial de metástase. Menos de 1% dos casos de carcinoma basocelular afetam outras regiões do corpo.

Quer saber um pouco mais sobre o carcinoma basocelular? Então, leia o artigo completo e conheça as causas e fatores de risco dessa condição.

Causas do carcinoma basocelular

As três camadas da pele são a epiderme, derme e hipoderme. A mais superficial delas é a epiderme, que chega a ter 1,5 cm de espessura nas regiões de pele mais grossa, como as palmas das mãos e as solas dos pés, por exemplo.

A epiderme subdivide-se em 5 camadas. A mais profunda é formada pelas células basais, componentes que se multiplicam constantemente e geram células novas continuamente.

À medida que as células velhas vão se desprendendo e descamando, as mais novas ocupam o seu lugar. Contudo, quando as células basais perdem suas características originais e as células anormais crescem desordenadamente, origina-se o carcinoma basocelular. Isso acontece, geralmente, por causa de lesões nessas células.

Quais são os principais fatores de risco para o carcinoma basocelular?

O principal fator de risco para o desenvolvimento de carcinoma basocelular é a exposição solar desprotegida, excessiva e crônica. A ação dos raios ultravioletas pode agredir o DNA das células basais e, dessa forma, desencadear lesões que favorecem o surgimento de câncer de pele.

Há também outros fatores de risco envolvidos. Entre eles, estão:

  • ter pele e olhos claros;
  • ser naturalmente loiro ou ruivo;
  • ter apresentado queimaduras solares ao longo da vida;
  • fazer bronzeamento artificial;
  • exposição excessiva à radiação;
  • imunossupressão;
  • exposição a arsênico ou outros componentes químicos pesados;
  • morar em regiões tropicais;
  • histórico familiar de câncer de pele.

Pessoas que já tiveram carcinoma basocelular, mesmo que já estejam curadas, também devem redobrar a atenção. O risco de apresentar novamente um tumor desse tipo é cerca de 40% maior do que para o restante da população. Nesse caso, a melhor forma de prevenção é o acompanhamento médico regular.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

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