Câncer ginecológico: principais fatores de risco

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), cerca de 40% das neoplasias malignas que acometem as mulheres são algum tipo de câncer ginecológico, sendo mais comuns os de colo de útero e de ovário.

Existem diferentes fatores de risco que aumentam as chances de uma pessoa desenvolver esta doença. Quer saber quais? Então, não deixe de ler este post. A seguir, listamos os principais aspectos que contribuem para a formação desses tumores malignos.

O que é o câncer ginecológico?

O termo câncer ginecológico é utilizado para categorizar toda neoplasia maligna que se desenvolva no colo de útero, ovário, endométrio, vagina e vulva. Cada um desses tipos possui suas particularidades e são de difícil diagnóstico.

Isso porque, geralmente, são silenciosos e só manifestam sintomas em estágios avançados. Quando eles existem, o paciente pode apresentar dor pélvica persistente, inchaço abdominal, dor lombar, sangramento vaginal anormal, febre, perda de peso  e presença de bolhas ou feridas na vulva e na vagina.

Conheça os principais fatores de risco do câncer ginecológico

Os fatores de risco são condições que tornam uma pessoa mais suscetível a desenvolver determinada doença. Porém, ter um fator de risco não significa que haverá o diagnóstico do quadro. No caso do câncer, cada tipo de neoplasia apresenta fatores específicos. 

Apesar disso, as diferentes categorias de câncer ginecológico possuem características semelhantes no que se refere aos fatores de risco. A seguir, listamos as condições que são mais associadas ao desenvolvimento desta neoplasia.

Infecção pelo vírus HPV

A infecção pelo papilomavírus humano (HPV) é o fator de risco mais importante para os cânceres de colo de útero, vulva e vagina. A doença se caracteriza pelo aparecimento de verrugas nos órgãos genitais.

Ainda, a doença pode ser prevenida por meio da aplicação das vacinas contra o HPV. Embora não seja passível de cura, é possível tratá-la e evitar o crescimento anormal das células que levam à formação de um tumor.

Histórico sexual

Por ser um câncer associado aos órgãos genitais, o histórico sexual do indivíduo tem grande influência no desenvolvimento da doença. Neste sentido, ter múltiplos parceiros sexuais, se tornar sexualmente ativo antes dos 18 anos e ter relações com parceiros de alto risco são importantes fatores de risco para o câncer ginecológico.

Infecção por clamídia

A clamídia é uma bactéria transmitida pelo ato sexual, podendo causar inflamação pélvica e infertilidade. Essa infecção é um fator de risco para alguns tipos de câncer ginecológico, tais como, o de colo de útero e de vulva.

Uso de anticoncepcionais

As pílulas anticoncepcionais são consideradas um fator de risco para o câncer de colo de útero. Por outro lado, o uso prolongado dessas pílulas também é visto como um fator protetor para o ovário e o endométrio, reduzindo as chances de desenvolver um câncer.

Tabagismo

O consumo de cigarro e de outros produtos derivados do tabaco torna uma pessoa mais suscetível a diversos problemas de saúde. Isso porque o fumo expõe o corpo a muitas substâncias tóxicas que afetam outros órgãos além dos pulmões.

Além disso, o tabagismo leva ao enfraquecimento do sistema imunológico. Assim, mulheres fumantes estão mais propensas ao câncer de colo de útero, de vulva e de vagina. Ao mesmo tempo, ao parar de fumar, essa suscetibilidade reduz gradativamente.

Enfim, esses são apenas alguns dos muitos fatores de risco associados ao câncer ginecológico. Como você pode perceber, todos podem ser modificados e até evitados. Então, adote medidas de prevenção e afaste as chances de ser acometido por essa doença.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em São Paulo!

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