Desmistificando a Oncofertilidade_ Separando Fatos de Mitos sobre Fertilidade e Câncer

 Desvendando a Oncofertilidade: Separando Verdades de Falsos Conceitos sobre Fertilidade e Câncer

A oncofertilidade surge como uma ponte entre a oncologia e a medicina que cuida da reprodução, com o propósito de resguardar a futura capacidade de gerar filhos em pacientes diagnosticados com câncer. Diante do aumento das expectativas de sobrevivência, é crucial considerar como os tratamentos contra o câncer afetam a fertilidade e desfazer os equívocos em torno desse tema.

Falso Conceito 1: Todo tratamento oncológico provoca perda irreversível da fertilidade

Embora a quimioterapia e a radioterapia possam influenciar a capacidade de ter filhos, isso não implica necessariamente uma impossibilidade permanente de concepção. O impacto depende de diversos fatores, como o tipo e a quantidade do tratamento, a idade do paciente e a localização do tumor. Para alguns, a capacidade reprodutiva retorna após o tratamento, enquanto outros podem enfrentar complicações mais significativas.

Falso Conceito 2: Preservar a fertilidade adia o início do tratamento do câncer

Métodos como o congelamento de células reprodutivas podem ser realizados em um curto prazo, geralmente em torno de duas a três semanas. Esse período é frequentemente compatível com o início do tratamento do câncer, permitindo que os pacientes tomem medidas para proteger sua fertilidade sem comprometer a eficácia dos cuidados contra a doença.

Falso Conceito 3: Apenas mulheres devem se preocupar com a preservação da fertilidade

A preocupação com a oncofertilidade é relevante para todos. Homens que passam por tratamentos oncológicos também podem experimentar uma redução na qualidade e na quantidade de células reprodutivas masculinas. Assim, tanto homens quanto mulheres em idade reprodutiva deveriam discutir opções de preservação da fertilidade com seus médicos antes de começar o tratamento.

Falso Conceito 4: Engravidar após o câncer é sempre arriscado

Muitas mulheres que engravidam após tratamentos oncológicos vivem gestações saudáveis. Contudo, é vital um acompanhamento médico cuidadoso para monitorar a saúde da mãe e do bebê. Cada situação é distinta, e a decisão de engravidar deve ser tomada em colaboração com a equipe médica, levando em conta o tipo de câncer, o tratamento recebido e o estado atual de saúde da paciente.

Falso Conceito 5: Técnicas de reprodução assistida não funcionam após o câncer

Técnicas como a fertilização in vitro conseguiram resultados positivos em pacientes que passaram por tratamentos oncológicos. O sucesso dessas técnicas depende de várias condições, incluindo a idade da paciente, a qualidade das células reprodutivas preservadas e a saúde geral do sistema reprodutivo. Com os avanços na medicina reprodutiva, as chances de sucesso têm crescido de maneira significativa.

Conclusão

A oncofertilidade desempenha um papel essencial na qualidade de vida daqueles que enfrentam o câncer e desejam constituir família no futuro. Desfazer informações incorretas e fornecer dados embasados em evidências são passos fundamentais para empoderar os pacientes em suas escolhas reprodutivas. É imprescindível que médicos e pacientes conversem abertamente sobre as opções de preservação da fertilidade, garantindo que o tratamento oncológico caminhe alinhado com os desejos reprodutivos do paciente.

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