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Carcinoma sebáceo: sintomas, causas e tratamentos

Carcinoma sebáceo: sintomas, causas e tratamentos

O carcinoma sebáceo é um tumor raro de pele que afeta mais comumente a pálpebra, sendo demasiadamente maligno e possivelmente letal.

Entretanto, outros locais possíveis incluem o pescoço e o rosto, os braços e as pernas, o interior do ouvido e da boca e os genitais.

Este tipo de câncer de pele normalmente é encontrado em áreas da pele que possuem glândulas sebáceas,ou seja, em qualquer área do corpo onde essas glândulas estejam presentes.

Sintomas

O tumor pode se apresentar através de um pequeno nódulo avermelhado ou amarelado na pálpebra, de início de forma bem parecida a um calázio (popularmente chamado de viúva ou terçol).

Com o desenvolvimento do tumor, a pele da pálpebra propende a se tornar espessa e há perda dos cílios e a visão fica distorcida.

Causas e Fatores de risco

Fatores que podem contribuir para o desenvolvimento deste tipo de câncer cutâneo incluem a exposição ao sol e o enfraquecimento do sistema imunológico. A idade é outro fator. Pois, a maioria dos pacientes que desenvolvem esta doença tem mais de 40 anos.

O sexo também pode ser um fator contribuinte, devido às mulheres desenvolverem com mais frequência dos que os homens essa condição.

Também, o tratamento com radiação pode contribuir para o aparecimento desse tipo de câncer incomum, devido ao fato de alguns pacientes que tratam alguma outra patologia com radioterapia futuramente podem desenvolver esses tumores de pele.

A genética é outra causa possível da doença. Pacientes que desenvolvem síndrome de Muir-Torre, uma rara doença genética que deixam os pacientes mais propensos a variados tipos de câncer, podem desenvolver o carcinoma sebáceo.

Esse tipo de câncer pode ser um indicativo de que um paciente tem síndrome de Muir-Torre, entretanto, qualquer pessoa que desenvolva a condição também deve ser examinado, para diagnóstico dessa possível síndrome.

Apesar desse tipo de câncer ser uma condição bem rara, ele também é muito agressivo. Os tumores podem reaparecer após o tratamento. Essa recorrência ocorre normalmente dentro de cinco anos do diagnóstico inicial.

Diagnóstico

O diagnóstico se dá através do exame de biópsia, onde um pequeno fragmento de pele é removido sob anestesia local para realização do exame anátomo-patológico. Depois do necessário acompanhamento médico, todo paciente que esteja com calázio ou lesão de blefarite não responsiva a tratamento deve ser biopsiado para afastar a possibilidade do carcinoma sebáceo.

Tratamento

O tratamento através da cirurgia micrográfica de Mohs é padrão para este tipo de câncer. Este método resulta em uma menor taxa de mortalidade e recorrência da doença do que a cirurgia convencional.

A cirurgia micrográfica de Mohs possibilita ainda que o tecido sadio tenha uma preservação maior, o que é favorável nas áreas mais comuns onde este tipo de tumor acomete.

Outra vantagem desse procedimento é a facilidade de visualização das margens de segurança no momento da intervenção de remoção do carcinoma sebáceo.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!



Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Câncer de pele, Todos
Tumor de células de Merkel: sintomas, causas e tratamentos

Tumor de células de Merkel: sintomas, causas e tratamentos



O tumor de células de merkel, é considerado um tipo raro de câncer de pele e sua ocorrência se dá devido ao crescimento descontrolado das células de merkel, que são células do tipo neuroendócrinas da pele, que possuem função sensorial e são  encontradas principalmente na base da epiderme (camada superior da pele).

Normalmente, esse câncer surge devido a exposição da pele ao sol, e pode atingir qualquer região do corpo, porém as áreas mais suscetíveis a ele são o rosto, pescoço, braços e as pernas.

A média de idade de pessoas diagnosticadas com esse tumor é de 75 anos, porém, os idosos não são os únicos afetados por essa doença, ela também pode atingir jovens e adultos que possuem um sistema imunológico um pouco mais debilitado.

Sintomas

O tumor de células de merkel costuma ter uma evolução rápida, fator que pode contribuir para o seu disseminamento em forma de novos nódulos em outras regiões da pele e nos linfonodos mais próximos.

Normalmente, esse tumor não causa nenhum tipo de dor e é caracterizado por um caroço duro e brilhante da cor da pele do indivíduo ou com um tom meio avermelhado.

É importante ressaltar que, em sua fase inicial, ele pode parecer com vários outros tipos de câncer de pele. Por esse motivo, ao notar a presença de qualquer novo crescimento, inchaços, manchas ou modificações nos nódulos busque ajuda de um médico o mais rápido possível.

Causas

A causa do tumor de células de merkel ainda não é totalmente conhecida, entretanto, existem alguns fatores de risco que podem aumentar a probabilidade do indivíduo desenvolver um quadro dessa doença.

O que se sabe, é que esse câncer de pele é resultado de algumas mutações no DNA das células de merkel, que se transformam em oncogenes ou desativam os genes supressores de tumor.

O DNA é um tipo de molécula que compõe todo o material genético de um organismo e coordena o desenvolvimento e o funcionamento de todas as células. Por esse motivo, o DNA também pode ser responsável pelo desenvolvimento de certas doenças, como por exemplo esse câncer de pele.

É importante ressaltar, que esse tumor não possui caráter hereditário, ou seja, as alterações no DNA responsáveis pelo surgimento dessa doença não são suscetíveis a serem herdadas de outros familiares.

Tratamento

Por se tratar de uma condição rara, o tratamento para o tumor de células de merkel ainda não é totalmente conclusivo, e não se sabe ainda a melhor forma de tratá-lo.

No entanto, é necessário determinar alguns fatores como idade, localização, estado de saúde do paciente e se houve ou não a disseminação do tumor para outros órgãos.

O tratamento mais comum é por meio da realização de uma cirurgia, onde é feita a remoção do tumor, seguida na maioria das vezes, por radioterapia ou biópsia.

Em casos onde o tumor de células de merkel se disseminou para outros órgãos, o tratamento mais recomendado é por meio de sessões de quimioterapia. 

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Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Câncer de pele, Todos
Estou com um mioma uterino. Devo me preocupar?

Estou com um mioma uterino. Devo me preocupar?



O mioma uterino é um problema que costuma aparecer em mulheres que estão na idade fértil. É resultado de um problema hormonal, que acaba formando pequenos nódulos no útero.

Como se trata de um tumor benigno, ao descobrir sua existência muitas mulheres se perguntam se devem se preocupar ou pensar em fazer uma cirurgia para remover os nódulos.

A verdade é que, geralmente, não há motivos para preocupações. Inclusive porque o problema pode ser totalmente assintomático.

Quais são os sintomas do mioma uterino?

Para algumas mulheres o mioma é completamente assintomático. Tanto que só é detectado durante um exame de rotina. Ainda assim, os sintomas mais comuns que indicam o problema são:

  • Período menstrual com mais de sete dias;
  • Forte sangramento menstrual;
  • Dor durante o ato sexual;
  • Cólicas fortes, mesmo fora do período menstrual;
  • Prisão de ventre.

Ao identificar a presença de qualquer um desses sintomas, converse com seu ginecologista. Até porque, mesmo que não se trate de um nódulo uterino, todos interferem em seu dia a dia.

Quais as causas do mioma uterino?

Não existe uma causa definida para o aparecimento de nódulos no útero. O que se sabe é que a progesterona e o estrogênio, podem estar ligados a isso. Assim, qualquer alteração hormonal pode causar os nódulos.

De qualquer forma, existem alguns fatores de risco. Mulheres que tiveram a primeira menstruação precocemente também estão mais propensas ao desenvolvimento de miomas uterinos.

Além disso, a predisposição genética e a obesidade podem aumentar as chances de desenvolver este tumor benigno.

Quando existem motivos para se preocupar?

Como não se trata de um câncer e o mioma uterino raramente evolui para um tumor maligno, nem sempre é recomendado fazer a cirurgia para retirada dos nódulos. Geralmente não há motivos para se preocupar e o objetivo é reduzir os sintomas causados pelo mioma.

Até porque, muitas mulheres acabam descobrindo sua presença apenas em um exame rotineiro, mas não tiveram nenhuma queixa ou desconforto.

Há motivo para se preocupar quando o sangramento dura por mais de um mês, quando as cólicas são muito fortes e não diminuem mesmo com o uso de medicamentos e se houve aumento no tamanho do útero.

Ainda assim, o primeiro passo é tratar o mioma de forma clínica, com o uso de medicamentos, de forma a preservar o útero. Especialmente se a mulher tem o intuito de ter filhos e ainda está longe da menopausa.

Quando os medicamentos não resolvem, pode ser recomendada a miomectomia, uma cirurgia que consiste em retirar apenas o mioma, mas preserva o útero. 

A retirada do útero só é recomendada no caso de nódulos muito grandes, que continuam crescendo mesmo durante o tratamento e a mulher não tem interesse em engravidar.

Como é feito o tratamento?

Conforme relatado no tópico anterior, existem três formas de tratamento para este tumor benigno. A primeira envolve o uso de medicamentos que irão impedir que o nódulo continue crescendo – podendo até ser reabsorvido pelo próprio corpo – e reduzir os sintomas incômodos.

A segunda é a cirurgia para retirada dos miomas, preservando o útero. E a última alternativa, apenas quando as anteriores não tiveram bons resultados, é a histerectomia. 

Como você pode ver, você só deve se preocupar com um mioma uterino quando causa muito incômodo ou é identificado que está crescendo, interferindo no tamanho do útero. De qualquer forma, converse com seu ginecologista para decidirem juntos qual o melhor tratamento para o problema.

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4 tipos de câncer mais comuns nas mulheres

4 tipos de câncer mais comuns nas mulheres

O câncer pode aparecer em qualquer pessoa, e existem diversos fatores de riscos com uma forte associação com o desenvolvimento da doença como o uso do tabaco, do álcool e também a predisposição genética. Os tipos de câncer mais comuns em mulheres são os de mama, do colo do útero, de tireoide e colorretal.

Vale destacar que o câncer de pele do tipo não melanoma é o tipo de câncer mais frequente entre homens e mulheres.

Tipos de cânceres mais frequente nas mulheres 

Veja, a seguir, os 4 tipos de cânceres que mais afetam as mulheres:

1- Câncer de mama

É o tipo mais comum entre as mulheres. 

Os principais fatores de risco são o histórico familiar, primeira gravidez após os 30 anos, ausência de filhos, uso de anticoncepcionais, obesidade, consumo de álcool e a idade, sendo a incidência maior em mulheres acima de 50 anos, porém, pode acometer também as mulheres mais jovens, entretanto, a incidência é bem menor.

Normalmente, este tipo da doença apresenta um índice elevado de cura, desde que seja diagnosticado o mais breve possível. 

Fazer o autoexame e regularmente procurar um médico com o intuito de realizar exames de rotina como a mamografia por exemplo, são fundamentais e exaustivamente frisados em campanhas de conscientização da doença. 

Vale lembrar, que apesar de não ser comum, esse tipo de câncer também pode acometer os homens.

2- Câncer colorretal

Este tipo da doença inclui tumores que afetam o intestino grosso que é subdividido em cólon e reto. De forma geral, esses tumores têm como característica a origem de pólipos, que são lesões benignas que podem se desenvolver lentamente na parede interna do intestino grosso, levando anos até que se torne um tumor maligno.

A identificação por meio da colonoscopia e a retirada desses pólipos é uma maneira de prevenção do aparecimento dos tumores que, quando aparecem e são detectados de forma precoce tem grandes chances de cura. 

Os principais fatores de risco incluem uma dieta rica em gorduras e carnes vermelhas processadas (salsicha, bacon, presunto, mortadela, salame), a idade superior a 50 anos, a obesidade, o tabagismo, o alcoolismo e a falta de exercícios físicos.

O fato de algum familiar próximo, de primeiro ou segundo grau, já ter tido pólipos, câncer colorretal ou alguma doença inflamatória intestinal, também podem ser considerados fatores de risco.

3- Câncer de colo do útero

Este tipo da doença é causado pela infecção insistente por alguns tipos do HPV (papiloma vírus humano). Existem muitos tipos de HPV, divididos em dois grupos, os de baixo risco e os de alto risco.

Os vírus de baixo risco são causadores das verrugas genitais, uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns, normalmente são combatidas pelo sistema imunológico sem causar grandes problemas.

Já os HPVs de alto risco, especialmente os tipos 16 e 18 que são oncogênicos, têm a capacidade de se incorporar ao material genético do hospedeiro e são relacionados ao desenvolvimento do câncer

Hoje em dia existem exames preventivos, principalmente o papanicolau, que identifica as alterações das células, ainda no início, favorecendo o diagnóstico, tratamento e cura da doença.

4- Câncer de tireoide

É de suma importância que glândula tireoide que é responsável pela produção de hormônios que regulam o metabolismo corporal esteja funcionando perfeitamente.

Ela é responsável por regular vários órgãos do corpo como o cérebro e o coração. E, também trabalha em vários mecanismos como o desenvolvimento e crescimento de crianças e adolescentes, regula os ciclos menstruais, fertilidade, peso, concentração memória, humor e controle emocional.

É comum surgirem nódulos benignos nessa região, entretanto, podem ser removidos por meio de cirurgia ou controlados com medicamentos apropriados. Porém, em alguns casos, esses nódulos podem progredir para carcinogênese (câncer) de tireoide.

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5 Exames Periódicos Que Deve Ser Feito Por Todas As Mulheres

5 Exames Periódicos Que Deve Ser Feito Por Todas As Mulheres

A melhor forma de manter afastado o risco de desenvolver doenças graves é levando uma vida saudável e realizando visitas regulares aos médicos. No caso das mulheres, os exames periódicos são de extrema importância, pois, ajudam no diagnóstico precoce de muitas patologias.

Você sabe quais são esse exames? Neste post, iremos falar um pouco mais sobre esses cuidados preventivos, listando os principais procedimentos de rotina que precisam ser feitos periodicamente.

1) Rastreamento do câncer de mama

A orientação do Ministério da Saúde brasileiro é de que os exames de rastreamento do câncer de mama sejam realizados por todas as mulheres a partir dos 50 anos com periodicidade bienal. 

Ainda, esse rastreamento é feito através da mamografia, um exame que permite identificar possíveis lesões nas mamas em mulheres após a menopausa. Na faixa etária de 40 a 49 anos, a recomendação é pelo exame clínico das mamas, sendo indicada a mamografia apenas se for identificada alguma alteração.

2) Exame papanicolau

O exame papanicolau é o teste realizado para verificar a presença de alterações nas células do colo do útero. O procedimento é a principal forma de diagnosticar precocemente possíveis lesões cancerígenas na região, antes mesmo de surgirem sintomas.

Ainda, o exame é feito a partir da introdução de um equipamento (espéculo) na vagina da paciente. Em seguida, o médico analisa as imagens obtidas e realiza uma pequena escamação da superfície externa do colo do útero a fim de coletar material para ser avaliado em laboratório.

Ademais, o papanicolau deve ser realizado periodicamente por toda mulher que tem ou já teve relações sexuais, especialmente entre os 25 e 59 anos. O intervalo entre os dois primeiros exames é de um ano e posteriormente pode ser feito a cada três anos.

3) Densitometria óssea

A osteoporose é uma doença mais frequente em mulheres e, por isso, a densitometria óssea é um dos exames periódicos para esse público. O diagnóstico precoce é essencial para evitar a ocorrência de fraturas e para preservar a qualidade de vida após a menopausa.

Ainda, o exame consiste na avaliação da massa óssea e a recomendação é para que seja iniciado a partir dos 65 anos, após o diagnóstico de doenças na tireoide, cálculo renal, patologias reumáticas ou gastrointestinais, por quem faz uso contínuo de corticosteroides ou tenha histórico familiar de osteoporose.

4) Avaliação cardiológica

A avaliação cardiológica é um exame periódico tanto para homens quanto para mulheres. O procedimento consiste na realização dos exames de eletrocardiograma, teste ergométrico e ecocardiograma.

Ainda, essa avaliação pode ser iniciada a partir dos 50 anos, em razão da redução no nível dos hormônios femininos. Caso haja histórico familiar e sintomas de doenças cardiovasculares ou a paciente tenha um estilo de vida sedentário, deve realizar os exames a partir dos 30 anos.

5) Exame de fundo de olho

O exame de fundo de olho é realizado para avaliar as condições das artérias dos olhos, o que permite identificar a presença de lesões causadas pelo diabetes, hipertensão arterial, glaucoma e até tumores na retina.

Ainda, esse procedimento deve ser realizado como forma de prevenção, mas a necessidade do acompanhamento médico permanece. Nos pacientes portadores de câncer de mama ou de ovário, doenças cardiovasculares ou osteoporose, o exame precisa ser iniciado mais cedo e repetido com mais frequência.

Enfim, esses são alguns dos principais exames periódicos que toda mulher precisa realizar. Assim, é possível ter uma maior qualidade de vida e favorecer o diagnóstico precoce de diferentes doenças.

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Mastectomia total ou parcial: quando cada procedimento é indicado

Mastectomia total ou parcial: quando cada procedimento é indicado

A mastectomia é um dos tratamentos existentes para o câncer de mama e, basicamente, consiste na retirada da mama por meio de procedimento cirúrgico. Há diversas variações dessa remoção cirúrgica e, em geral, a maior dúvida das pacientes está relacionada justamente a qual tipo de cirurgia é o mais indicado para o seu caso: mastectomia total ou parcial?

O câncer de mama é o tipo de câncer mais sofrido por mulheres de todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), há 1,38 milhões de casos novos e 458 mil óbitos causados pela doença anualmente.

Já no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, houve cerca de 52 mil casos novos em um ano e estima-se um risco de 52 novos casos a cada 100 mil mulheres.

Mastectomia total

Na mastectomia total as glândulas mamárias são completamente retiradas, além do mamilo, aréola e pele. Ela tende  ser mais recomendada em quadros de tumores malignos pequenos, bem localizados — sem chances de terem se espalhado por outras regiões ao entorno — e descobertos antecipadamente. 

Além disso, também há como remover ou não os gânglios das axilas, com o objetivo de reduzir os riscos do tumor se espalhar ou voltar. 

Abaixo, veja outras indicações para mastectomia total:

  • Inviabilidade de preservar a glândula mamária devido a existência de tumores multicêntricos — diversos tumores localizados na mesma mama;
  • Tumores grandes (maiores que 5 cm de diâmetro;
  • Ressurgimento do tumor na mesma mama;
  • Quando a radioterapia e a cirurgia conservadora (mastectomia parcial) não são recomendadas;
  • Tumores que possuem extensas calcificações;
  • Tumores inflamatórios que acometem a pele e envolvem os vasos linfáticos.

Mastectomia parcial

Também conhecida como setorectomia ou quadrantectomia, na mastectomia são retirados nódulos ou tumores benignos, junto a uma pequena parte do tecido ao redor, não sendo necessária a remoção total da mama.

Ademais, no decorrer da cirurgia, gânglios próximos da mama podem ser removidos ou não, a fim de evitar as chances do nódulo voltar. 

Mastectomia total ou parcial: resultados

Os resultados da mastectomia, em termos de cura e de controle do câncer de mama, são os mesmos, independente da modalidade de cirurgia (contanto que após a quadrantectomia as sessões de radioterapia sejam realizadas). 

O que determina, na verdade, todas as questões acerca da realização da cirurgia é justamente obter a indicação correta, que é dada com base nos tamanhos da mama e do câncer.

Mastectomia preventiva

Dentre os demais tipos de mastectomia existentes está a preventiva, que consiste na remoção do interior da mama — ou seja, da glândula mamária junto aos ductos mamários —, que é onde o tumor pode se formar.

Após o interior da mama ser removido, as chances de se ter câncer caem em até 90%. Os 10% de risco persistem devido ao fato de uma pequena parte do tecido mamário é preservada para a nutrição do mamilo, aréola e pele.

No entanto, essa modalidade de cirurgia é recomendada apenas para mulheres que possuem alto risco de desenvolver o câncer de mama — determinado através do histórico familiar — e já tenham amamentado caso pretendam, pois depois não será possível.

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7 mitos sobre o câncer de pele melanoma

7 mitos sobre o câncer de pele melanoma

O câncer de pele melanoma tem sua origem nas células produtoras de melanina responsáveis pela pigmentação da pele (melanócitos). Por essa razão, os tumores costumam ser de cor preta ou marrom, entretanto, alguns melanomas não possuem pigmentos e podem se apresentar nas cores bege, branco ou rosa.

O melanoma pode surgir e se desenvolver na pele de qualquer parte do corpo, mas tende a aparecer em locais como o pescoço, rosto, pernas (frequência maior em mulheres) e tronco (mais frequente nos homens).

Em locais como planta dos pés e palmas das mãos, a doença é responsável por uma quantidade bem maior de casos em pessoas de cor negra do que em pessoas de cor branca.

Além disso, melanomas também podem surgir em outras partes do corpo, como região anal, órgãos genitais, boca e olhos, porém com uma frequência bem inferior se comparado ao melanoma da pele.

Mitos acerca do câncer de pele melanoma

Em algum momento todos podem querer se bronzear, porém é preciso tomar as devidas precauções, uma vez que o Brasil é um dos países com maior incidência de câncer de pele no mundo — cerca de quase 200 mil casos são registrados anualmente segundo o Instituto Nacional do Câncer.

No entanto, nem tudo que é dito sobre a doença é, de fato, verídico. A seguir, veja 7 mitos sobre o câncer de pele do tipo melanoma.

1- O câncer de pele não é uma doença perigosa

Há dois tipos de câncer de pele: o não-melanoma e o melanoma. O melanoma não é o mais comum, entretanto, há grandes chances de gerar metástases (quando a doença se espalha para outras partes do corpo) e, por esse motivo; pode levar ao óbito.

No entanto, a cura de ambos é possível desde que a doença seja diagnosticada e tratada precocemente.

2- Exposição em excesso ao sol é a única causa

É fato que a grande parte dos casos desse tipo de câncer têm como causa a radiação solar, porém existem outros motivos que podem favorecer o desenvolvimento da doença. Alguns deles, são:

  • Cabelos, pele e olhos claros;
  • Sardas;
  • Verrugas;
  • Histórico na família (principalmente parentes de primeiro grau que tenham adquirido a enfermidade).

3- Em dias nublados não há necessidade de usar filtro solar

Mesmo nos dias nublados a radiação tem o poder de atravessar as nuvens. Por esse motivo, é necessário, sim, usar o filtro solar também nesses dias para proteger a pele.

4- Pessoas negras não precisam usar filtro solar

Apesar de pessoas com a pele clara terem um risco maior de contrair a doença, todas as pessoas (independentemente da cor da pele), podem desenvolver o melanoma, então todos devem usar o filtro solar.

5- Depilação a laser pode facilitar o surgimento de câncer de pele

A fonte de luz do laser é distinta das lâmpadas de bronzeamento artificial e não causam e nem facilitam o câncer de pele.

6- Câncer não-melanoma pode evoluir para melanoma

São lesões diferentes, porém quando a pessoa tem um câncer de pele do tipo não-melanoma é uma indicação de que ficou exposta ao sol em excesso. Dessa forma, também poderá desenvolver o melanoma. Por essa razão, é preciso estar sempre alerta e não se expor de maneira excessiva a radiação solar.

7- Toda pinta escura é câncer de pele

Nem sempre. A pinta precisa ser examinada pelo médico dermatologista e, se após a avaliação ele detectar que essa pinta se de um câncer de pele melanoma, a cirurgia deverá ser indicada, além de radioterapia e quimioterapia, a depender de cada situação.

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Carcinoma de células escamosas: conheça os fatores de risco

Carcinoma de células escamosas: conheça os fatores de risco

O carcinoma de células escamosas é um tipo de câncer que surge nas células escamosas da pele. Estas células são as principais que compõem a epiderme (camada externa da pele).

Considerado o segundo câncer de pele mais comum — chegando a cerca de 450 mil casos por ano —, esse tumor pode atingir qualquer parte do corpo, incluindo a boca e a região genital. Porém os casos mais frequentes ocorrem em locais que costumam ficar mais expostas ao sol, como: rosto, pescoço, braços e pernas.

Causas

A principal causa do carcinoma de células escamosas é a exposição da pele a raios solares, porém existem outros fatores que podem provocá-lo. Dentre eles, estão:

  • Fazer uso recorrente de câmeras de bronzeamento;
  • Feridas na pele;
  • Infecções crônicas.

O surgimento dessa doença também pode decorrer devido à queimaduras, cicatrizes ou úlceras. Além disso, portadores de HIV ou que pessoas fazem uso de  determinados medicamentos que tornam o sistema imunológico mais fraco possuem uma maior chance de desenvolver esse câncer de pele.

Fatores de risco

O carcinoma de células escamosas normalmente atinge pessoas acima de 70 anos de idade e é 2 vezes mais frequente em homens do que em mulheres.

Além disso, existem alguns aspectos — sejam eles físicos, biológicos ou ambientais — que aumentam o risco de desenvolver essa doença. Os principais deles, são:

  • Pessoas com tom de pele ou cabelos claros;
  • Indivíduos que costumam ficar horas exposto ao sol diariamente;
  • Pessoas que possuem condição hereditária que tornam a pele fragilizada aos raios UV.

Ainda que mulheres e pessoas de pele mais escura tenham menor possibilidade de desenvolver esse câncer de pele, é fundamental que adotem o costume de se proteger do sol.

Sinais e sintomas

O carcinoma de células escamosas é reconhecido por possuir uma aparência espessa e descamativa que podem apresentar sinais e sintomas diferentes dependendo da localidade do câncer. Os mais comuns, são:

  • Nódulo rígido e avermelhado;
  • Ferida com aparência escamosa;
  • Dor em uma cicatriz ou úlcera antiga;
  • Mancha áspera e escamosa nos lábios;
  • Surgimento de feridas similares a verruga nos genitais.

Tratamento

O tratamento para esse tipo de câncer de pele varia bastante, pois tem que ser levado em consideração a localidade e a extensão do tumor, além da a idade e das condições gerais de saúde do paciente.

O profissional da saúde pode realizar o tratamento mediante raspagem e cauterização com uma agulha elétrica, porém esse tratamento não é indicado para carcinomas mais agressivos e nem quando o câncer está localizado em regiões mais sensíveis, como: genitais, pálpebras e lábios.

Em situações que o carcinoma se disseminou para apenas uma ou poucas partes do corpo o tratamento é feito a base de radioterapia.

Dependendo do caso, o médico também pode optar por realizar o tratamento através de cirurgia, podendo ser:

Cirurgia de Mohs

Essa técnica consiste na remoção dos tumores que estão visíveis.

Criocirurgia

Aqui o tumor é destruído por meio de congelamento a base de nitrogênio líquido.

Cirurgia a laser

A remoção do carcinoma de células escamosas é feita através de um laser, que tira toda a camada externa da pele e algumas partes mais profundas, não há sangramento.

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Câncer de Pele Basocelular: como é feito o diagnóstico

Câncer de Pele Basocelular: como é feito o diagnóstico



O câncer de pele basocelular é o tipo de câncer de pele mais comum (representa cerca de 70% a 80% dos casos diagnosticados), porém é o menos agressivo. Esse câncer composto por células basais, que começam a se propagar de forma desordenada, provocando o tumor.

Um ponto positivo é que, por ter um desenvolvimento lento, quando tratado, dificilmente se alastra para outras partes do corpo.

Além disso, a doença normalmente evolui em áreas expostas ao sol, principalmente nas regiões do pescoço, rosto e da cabeça. O nariz é a área afetada com mais frequência, mas também pode ocorrer na extremidade interna do olho, na orelha e em outras partes do rosto.

Estatisticamente falando, a doença afeta mais os homens do que as mulheres e não é comum em crianças e negros.

Como é feito o diagnóstico?

O câncer de pele basocelular deve ser diagnosticado pelo médico dermatologista por meio de um exame clínico. Porém, em alguns casos, pode ser necessário que o médico solicite exames laboratoriais complementares. São eles:

Dermatoscopia

A dermatoscopia é um tipo de exame complementar extremamente importante para diagnosticar a doença.

Durante a dermatoscopia manual, é realizada a análise das manchas que o médico considera relevantes, a fim de determinar o perigo que cada uma dessas lesões representa no momento.

Já na dermatoscopia digital, o dermatologista analisa fotos ampliadas das manchas, que tornam a identificação mais simples e mais rápidas em comparação ao exame clínico.

No mapeamento digital da pele, há o armazenamento das fotos do corpo todo do paciente e a documentação das lesões, a fim de que os resultados possam ser acompanhados futuramente.

Dessa forma, a identificação de novas lesões ou mudanças relevantes tem uma possibilidade bem maior de serem percebidas.

Microscopia confocal

A microscopia confocal é um método de diagnóstico não agressivo através de imagem, que possibilita uma avaliação das camadas da pele em tecido vivo e o diagnóstico de lesões que, porventura, sofreram algum tipo de alteração.

O exame é realizado com um laser de diodo, que serve como fonte de luz, possibilitando ao médico observar particularidades da estrutura celular da pele — com uma nitidez próxima a de um exame microscópico — sem a necessidade de acarretar algum tipo de dano ao tecido.

Biópsia

A biópsia é o tipo de exame mais apropriado para a confirmação desse tipo de câncer de pele (e também de outros tipos de câncer).

Todo tecido retirado para biópsia é enviado para um laboratório de anatomia patológica e, após uma análise bem detalhada, é emitido um laudo que confirmará ou não se o tecido é mesmo canceroso, seu grau de malignidade e outras informações consideráveis.

Tratamento

Existem muitas técnicas utilizadas para remover ou destruir os tumores causados pelo por esse tipo de câncer de pele. No entanto, a escolha vai depender de alguns fatores relacionados ao paciente, como tamanho do tumor, idade,e estado de saúde geral.

Conheça algumas dessas técnicas de tratamento, abaixo.

  • Excisão cirúrgica (ressecção) — É feita com bisturi e consiste na remoção da pele lesionada.
  • Cirurgia de Mohs — Técnica utilizada quando o tumor não pode ser retirado totalmente pela cirurgia padrão.
  • Curetagem e eletrocoagualção — Este tipo de tratamento do câncer de pele basocelular consiste na raspagem da pele lesionada. 

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Como é feita a cauterização do colo do útero?

Como é feita a cauterização do colo do útero?

Normalmente, no decorrer do processo de cauterização, o ginecologista faz uso de um aparelho que tem o poder de queimar as feridas no colo do útero, permitindo, assim, que as células novas e saudáveis se desenvolvam na área afetada.

Esse procedimento pode ser realizado no próprio consultório do médico ginecologista e, com a aplicação de anestesia local, ele se torna indolor. Entretanto, é normal que algumas mulheres sintam algum tipo de desconforto no momento em que o ginecologista está efetuando a cauterização. Em média, esse processo dura cerca de 20 minutos.

Por se tratar de um tratamento de baixa complexidade, não há a necessidade de internação. As únicas exigências são que a mulher não esteja menstruada e não tenha infecções vaginais.

Métodos de cauterização 

O ginecologista pode adotar diferentes métodos para realizar esse procedimento, como:

  •  Aplicação de laser;
  •  Eletrocauterização;
  • Uso de ácido tricloroacético.

O método que escolhido dependerá do grau das lesões e de quantas camadas de tecido necessitarão passar pelo processo de cauterização. Sendo assim, pode haver variações para cada caso, que será analisado pelo especialista.

Quando realizar o procedimento

Como foi dito acima, a cauterização do colo do útero é indicada em várias situações, porém o índice mais elevado dessas ocorrências acometem mulheres mais jovens, mulheres que fazem uso de medicamentos anticoncepcionais (devido às alterações hormonais que esses medicamentos causam) e, por fim, gestantes.

Em pacientes contaminadas pelo HPV — cerca de um quarto das mulheres com vida sexual ativa —, realizar o procedimento de cauterização pode evitar que as feridas uterinas avancem e possam provocar câncer de colo do útero.

Recuperação

Após a realização do procedimento de cauterização do útero, a mulher poderá apresentar sangramentos e dores abdominais por alguns dias. Para amenizar a dor, o médico receitará algum tipo de analgésico.

Além disso, o médico ginecologista fará algumas recomendações. São elas:

  • Ficar de 1 a 4 semanas sem ter contato íntimo, dependendo do processo de cicatrização;
  • Fazer uso de preservativo nas relações sexuais;
  • Evitar usar absorventes internos;
  • Evitar o uso de duchas vaginais;
  • Usar cremes vaginais cicatrizantes.

Essas indicações evitarão que ocorram algum tipo de complicação após a cauterização, como aumento do sangramento, vermelhidão, corrimento e infecções.

Pode ser considerado comum que haja descamação do tecido, devido ao processo de regeneração.

É importante ressaltar que em casos de dúvida sobre o procedimento ou necessidade de esclarecimento em relação aos resultados obtidos, o médico deve ser consultado e, da mesma forma, é extremamente seguir as instruções dadas por ele.

Por fim, vale destacar que o tratamento de cauterização do colo do útero é fundamental para prevenir o surgimento de lesões maiores e, ainda, pode evitar — em alguns casos — o desenvolvimento de câncer.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oncologista em Londrina!

Posted by Dr. Rafael Onuki Sato in Todos